Política

Após Bolsonaro falar em ‘pólvora’, embaixador americano exalta o poderio militar dos EUA

11/11/2020


Trecho do vídeo postado pelo embaixador Todd Chapmann mostra fuzileiros navais dos Estados Unidos no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

G1

O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, postou nas redes sociais uma homenagem ao aniversário do corpo de fuzileiros navais norte-americano. No vídeo, publicado horas após Bolsonaro falar em “pólvora” para defender a Amazônia, Chapmann exaltou o poderio militar dos EUA e a presença dos fuzileiros navais em vários países, inclusive no Brasil.

O aniversário dos fuzileiros navais dos Estados Unidos é comemorado no dia 10 de novembro.

A fala de Bolsonaro ocorreu durante um discurso em um evento no Palácio do Planalto. Sem citar o nome de Joe Biden, Bolsonaro fez referência ao fato de que o presidente eleito dos EUA disse, na campanha eleitoral, que o país poderia aplicar sanções econômicas ao Brasil caso a destruição da floresta não fosse detida. No discurso, Bolsonaro afirmou que uma situação dessas não se resolve só na “saliva”: “Tem que ter pólvora”.

O vídeo em homenagem aos fuzileiros navais não cita o discurso de Bolsonaro. Na postagem, o embaixador escreveu que a atuação do corpo militar permite “construir com segurança uma relação bilateral mais forte com o Brasil”.

O vídeo mostra os fuzileiros navais norte-americanos em locais conhecidos do Brasil, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O embaixador ressaltou que a corpo militar atua na segurança da embaixada norte-americana e dos consulados dos EUA.

A homenagem postada por Chapmann cita que o corpo de fuzileiros navais dos Estados Unidos é o maior do mundo e está sempre pronto para atacar.

“Fundado em 1775, o Corpo de Fuzileiros Navais do Estados Unidos é o maior do mundo. Estão sempre de prontidão para responder de forma rápida, seja por terra, ar ou mar”, diz um trecho do vídeo.

Procurada, a embaixada dos Estados Unidos em Brasília afirmou que é comum aos americanos a homenagem aos fuzileiros. Disseram que foi uma “coincidência” a postagem ter sido feita no mesmo dia do discurso de Bolsonaro.


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