Política

Bolsonaro confirma preferência pelo nome de André Brandão para presidir o Banco do Brasil

"A princípio é ele. Vou falar com o Paulo Guedes amanhã", disse ele

02/08/2020


O presidente do HSBC, André Brandão, em audiência no Senado em 2015 — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Revista Nordeste

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse neste domingo (2) que “parece que está fechado” o nome do escolhido para comandar o Banco do Brasil: será o executivo André Brandão, do HSBC. “A princípio é ele. Vou falar com o Paulo Guedes amanhã”, disse ele.

“Você sabe que eu tenho total confiança no Paulo Guedes. A escolha é dele. Ele que sabe como vai funcionar o Banco do Brasil”, afirmou o presidente ao parar em uma padaria no Lago Norte, área nobre de Brasília, por onde passeou de moto –e sem máscara– na manhã deste domingo.

O nome de André Brandão foi informalmente comunicado a dirigentes do banco pelo Palácio do Planalto. A confirmação de Brandão à frente da instituição, porém, ainda depende de um rito que deve levar em torno de uma semana.

O estatuto social estabelece que o chefe do Banco do Brasil é nomeado pelo presidente da República –portanto, cabe a Jair Bolsonaro oficializar a escolha.

O Palácio do Planalto precisa comunicar oficialmente ao BB a escolha do nome. Na sequência o banco submete o nome ao comitê de exigibilidade.

Caso seja aprovado, o nome volta ao Planalto, que publica a escolha no Diário Oficial da União. Por último, o Banco do Brasil deve informar, em fato relevante (comunicado ao mercado) o nome de seu novo presidente, que substituirá Rubem Novaes, que anunciou a saída do comando da instituição no dia 24 de julho.

Novaes defendia a escolha de um dos vice-presidentes do próprio banco para o seu lugar, e indicou os nomes de Fábio Barbosa e Mauro Ribeiro Neto em sua carta de demissão apresentada a Paulo Guedes.

O ministro, no entanto, queria alguém de mercado, com perfil parecido ao do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto –e o nome de André Brandão se encaixaria neste perfil.
Novaes deixou o banco afirmando que “a companhia precisa de renovação para enfrentar os momentos futuros de muitas inovações no sistema bancário”.


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