Economia

Caixa libera R$ 1.045 do FGTS a partir desta segunda-feira (15); veja detalhes

O dinheiro só estará disponível para saques e transferências para outros bancos 30 dias depois, ou seja, a partir de 15 de julho, e de forma escalonada pelo mês de aniversário

12/06/2020


Imagem meramente ilustrativa

O governo deve liberar na segunda-feira (15) o acesso a até R$ 1.045 do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para todos os trabalhadores que tenham saldo em contas ativas ou inativas. No entanto, por 30 dias (de 15 de junho a 15 de julho), os R$ 36 bilhões do novo “saque emergencial” do FGTS só estarão disponíveis no aplicativo Caixa Tem, o mesmo usado por beneficiários do auxílio emergencial.

Segundo a Medida Provisória (MP) 946, o saque emergencial do FGTS deve começar na próxima segunda. O problema é que, até agora, o governo ainda não detalhou como serão feitas essas retiradas e o calendário fixo por mês. A expectativa que o detalhamento seja divulgado nesta sexta-feira (12).

O que se sabe até agora

A MP foi publicada em 8 de abril e autoriza os trabalhadores a sacarem até R$ 1.045 das suas contas no Fundo. Pelos cálculos da equipe econômica, até R$ 36,2 milhões podem ser liberados a aproximadamente 60,8 milhões de trabalhadores. Por isso, a medida provisória também determina que obtenção do dinheiro começa em 15 de junho, mas poderá ser estendida até 31 de dezembro deste ano, “conforme cronograma de atendimento, critérios e forma estabelecidos pela Caixa Econômica Federal”.

O banco estatal é o operador do FGTS e, nas últimas movimentações como essa, estabeleceu calendários escalonados, de acordo com o mês de nascimento do trabalhador, para os saques. O sequenciamento tenta evitar a formação de filas e aglomerações nas agências e garantir que não faltará dinheiro no banco para esses trabalhadores. A apenas três dias do início dos saques, contudo, a Caixa ainda não estabeleceu como será esse escalonamento desta vez.

Logo que saiu a MP 946, o banco pediu um tempo para apresentar o calendário de saques, pois estava envolvido na organização do auxílio emergencial. Porém, mesmo depois que conseguiu colocar o pagamento dos R$ 600 em dia, o banco não apresentou mais informações sobre o FGTS. Pedro Guimarães, presidente do Banco, só adiantou que, para evitar tumulto nas agências, as retiradas do Fundo seguirão os mesmos moldes do pagamento da segunda parcela do auxílio emergencial. Ou seja: serão liberados, primeiramente, em uma conta digital da Caixa, que pode ser movimentada exclusivamente pelo aplicativo Caixa Tem; só depois poderão ser sacados em espécie ou transferidos para contas de outros bancos.

Quem recebe

Mas a Caixa ainda não informou se todos os trabalhadores vão receber o dinheiro em conta já nesta segunda-feira, nem explicou como as pessoas devem acessar suas novas contas digitais. Cerca de 20 milhões de brasileiros que têm direito ao saque do FGTS não têm conta em banco nenhum e, por isso, podem ter dificuldade em usar o aplicativo, segundo a instituição. Por isso, os questionamentos não param entre aqueles trabalhadores que estão passando por dificuldades financeiras, e contam com esse dinheiro para regularizar a vida financeira em alguma medida.

Questionado sobre o assunto, ontem, o Ministério da Economia reforçou que a questão agora é com a Caixa, que admitiu que esse “calendário ainda está em definição”. O banco afirmou que “não há data confirmada para divulgação ou mais informações sobre sua operacionalização”.

Depois disso, ainda deve ser liberado o saque do auxílio emergencial para os trabalhadores que não são do Bolsa Família. E, como nesse momento de pandemia, a ordem é evitar aglomerações, sobretudo em locais fechados como as agências bancárias. Assim, há a possibilidade de que o saque em espécie do FGTS fique para depois disso. Ainda assim, deve ser escalonado para evitar que os 60,8 milhões de trabalhadores se dirijam de uma única vez às agências.

Até chegar a data de pôr a mão no dinheiro, os trabalhadores devem ter que acessar os R$ 1.045 do FGTS apenas pelo Caixa Tem. Mas o banco garante que o aplicativo é fácil de ser entendido e permite que se pague contas e faça compras sem pagamento de tarifa por utilização.

R$ 60,8 milhões 

de trabalhadores terão direito a receber os R$ 1.045, o que dá um desembolso de, aproximadamente, R$ 36 milhões, segundo o Ministério da Economia


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