Internacional

Câmara dos Deputados aprova 2º impeachment de Trump; afastamento agora depende do Senado

Donald Trump se tornou o primeiro presidente da história dos Estados Unidos a sofrer dois impeachments. Nesta quarta-feira (13), a Câmara aprovou pela segunda vez um pedido para que ele seja afastado do cargo, a apenas seis dias do final de seu mandato. Com 217 votos a favor e 192 contra, a Câmara dos EUA aprovou o pedido.

Desta vez Trump foi considerado culpado por incitar à violência que resultou na invasão do Capitólio, a sede do Congresso americano, na semana passada. Antes, em 2020, ele havia sido sido declarado culpado por obstrução ao Congresso e abuso de poder.

Ao contrário do Brasil, o presidente dos EUA não é afastado quando o processo de impeachment é aprovado na Câmara. A remoção definitiva só ocorre caso o processo seja aprovado também pelo Senado.
Assim, Trump deve permanecer no cargo até a próxima quarta-feira (20), quando Joe Biden toma posse como novo presidente.

Em seu primeiro processo, Trump foi absolvido no Senado, de maioria republicana. Naquele caso, nenhum deputado de seu partido votou por sua condenação, e apenas um senador o fez. Desta vez, porém, deputados republicanos foram favoráveis a seu afastamento.

Na terça-feira (12), o presidente americano falou com jornalistas pela primeira vez desde a invasão e afirmou que há “muita raiva” sobre o novo processo de impeachment e que se trata da “continuação da maior caça às bruxas da história da política”.

Votação no Senado
Nunca um presidente americano teve o impeachment aprovado no Senado. Antes de Trump, Andrew Johnson e Bill Clinton também tiveram seus processos de impeachment aprovados pela Câmara e foram absolvidos pelos senadores. Já Richard Nixon renunciou antes de o processo ser votado na Câmara.

A dúvida é se os senadores republicanos que romperam com Trump conseguirão formar a maioria de dois terços no Senado para destituí-lo (na Câmara é preciso apenas maioria simples para o processo avançar). Outra incógnita é se o Congresso pode seguir com o impeachment após o presidente deixar o cargo.

Apesar disso, o líder do Partido Republicano, Mitch McConnel, afirmou a interlocutores que está satisfeito que os democratas estão tentando tirá-lo da Casa Branca e que o presidente cometeu crimes passíveis de impeachment, segundo o jornal “The New York Times”.

McConnell, senador pelo Kentucky que apoiava Trump até a invasão ao Capitólio – que resultou em cinco mortes -, disse reservadamente que será mais fácil expulsar Trump do partido com o impeachment.


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