Walter Santos Walter Santos

Jornalista e diretor executivo do grupo WSCOM


  • postado em 29/12/2015

    A busca de resgate do Governo do RN

    A busca de resgate do Governo do RN

    A dados do domingo, 28/12, o governador diplomado do Rio Grande do Norte anuncia nesta segunda-feira a equipe de secretários que com ele têm a difícil missão de resgatar as finanças e os serviços públicos prestados pelo Governo do Estado.

    Embora ele tenha sido vice-governador de Rozalba Ciarlini, na verdade ele não participou absolutamente de nada do governo findo porque logo cedo o marido da governadora e posterior Chefe da Casa Civil, Carlos Augusto, resolveu construir a inimizade e rompimento com a administração estadual.

    Como foi dito, não será tarefa fácil porque as diversas Pastas estão com serviços precários e a estrutura de gestão em si do Governo anda a exigir novo redirecionamento, controle e novas medidas para resolver a anarquia existente.

    Para fazer frente a esse grande desafio, Robinson Faria foi buscar técnicos e gestores nas mais diferentes áreas e estados porque está convencido de que só com uma gestão bem azeitada terá resultados positivos sabendo que o primeiro semestre será de muitas dificuldades.

    Hora de aguardar.
     



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  • postado em 07/06/2015

    O “filtro” apressado ignora que o Nordeste é governado por Socialistas

     O “filtro” apressado ignora que o Nordeste é governado  por Socialistas

    Aos poucos, os espaços de críticas dentro e fora da mídia vão abrigando, em análises sistemáticas, uma série de apontamentos provando que a opção feita pela oposição sectária ao modelo petista em vigência há 12 anos no País, combinada com estratégias bem engendradas envolvendo setores da grande mídia, do Judiciário, Ministério Público Federal e PF, não conseguiu despejar do poder quem, mesmo com erros crassos cometidos, tem sido autor de diversos avanços da sociedade, no caso o PT. Mas há no exame de agora um elemento adicional para reflexão, que é a dormência de não se querer identificar que, ultimamente, via eleições diretas, o Nordeste tem optado por partidos à esquerda.

     

    Aqui não perderemos tempo em adjetivar grosseiramente as verborreias sobre o mensalão, petrolão etc, porque, conforme os fatos têm provado na História, se tratam, no frigir dos ovos, de grandes operações para em nome de se resolver graves problemas éticos, que precisam ser extirpados sem dúvidas, a opção feita foi tentar criminalizar e expurgar o PT da vida partidária nacional, mas em contrapartida ignorando por completo os graves escândalos do PSDB, PMDB, PTB, PP etc.

     

    O caso mensalão facilmente pode ser posto em análise neste paradigma anti-PT porque o Judiciário puniu petistas como o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu sem uma única prova real apresentada nos autos, uma vez que a condenação se deu com base na famigerada teoria do domínio do fato – artifício muito usado nos tempos do nazismo – mas que, até a presente data, o mesmo Judiciário tem poupado o PSDB e outros partidos com nomes identificados e flagrados em desvios.

     

    A OPÇÃO SOCIALISTA DO NORDESTE

     

    A pressa de querer punir o PT a qualquer custo termina por produzir erros e atropelos estratégicos entre os próprios agentes anti-petistas nas grandes operações de apuração de novos escândalos, alguns deles sem acompanhamento da mídia – HSBC, trensalão etc, gerando assim na sequência a miopia, a dormência e a ignorância sobre os fatos políticos concretos em curso, por exemplo, no Nordeste brasileiro, a partir das ultimas eleições estaduais.

     

    Dos nove estados existentes, um deles é governado pelo PC do B na terra do oligopólio histórico dos Sarney (Maranhão), três têm como gestores/executivos filiados do PT (Bahia, Ceará e Piauí), dois por governadores socialistas (Paraíba e Pernambuco), enquanto três outros restantes pelo PMDB (Alagoas e Sergipe) e PSD (Rio Grande do Norte).

     

    A conta é simples: dos nove estados do Nordeste, seis são governados por socialistas sabendo-se que nos demais há uma presença forte dos partidos do campo da esquerda.

     

    Esta é a pura realidade.

     

    MAIS DO QUE BOLSA FAMÍLIA

     

    Não dá para ignorar os efeitos do Bolsa Família e outros programas sociais, entretanto, é a cadeia econômica produzida pelo movimento dos poucos reais desses programas que fez o consumo crescer assustadoramente, gerou ascensão social e nova consciência de cobranças cidadãs porque, como é o caso da Paraíba, o governador socialista venceu todas as forças políticas históricas do Estado. Neste e em outros casos, a Bolsa não o fez vencer as eleições, mas sim novo entendimento político em torno da realidade política regional.

     

    É evidente que o Nordeste ainda está distante de um patamar decente de cidadania, mas nos últimos 12 anos não há como negar avanços cidadãos inexistentes se comparados a outros tempos, sem contar o impulso do comércio interno e a existência, enfim, de grandes equipamentos de infraestrutura nos diversos estados, antes somente instalados no Sudeste e Sul do País.

     

    É sob esta percepção que muita gente ignora as mudanças em curso e, sendo assim, prefere o juízo de valor apressado contra o Nordeste, em especial os nordestinos, agindo através de agressões e atos típicos de violência inaceitável, esquecendo que para o Brasil dar saltos mais qualitativos, isto só se dará quando houver a redução das desigualdades regionais e o PIB do Nordeste supere a casa histórica do 13,8% da atualidade.



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  • postado em 11/05/2015

    PSB vive crise pela Liderança e se afasta de ideais socialistas

    PSB vive crise pela Liderança e se afasta de ideais socialistas

    O Partido Socialista Brasileiro anda no divã com seu mais forte conflito interno desde que o então governador Eduardo Campos faleceu em acidente aéreo sem deixar, do Oiapoque ao Chuí, nenhuma liderança com sua estatura, logo a disputa pelo comando nivela medianamente fazendo valer a força da máquina para consolidar opção pelo PSDB e aliança com a Direita na contramão da “Nova Política” defendida pelos socialistas. Em tese, Marina Silva seria nome de dimensão para a nova fase do PSB, mas nem de longe isto se efetivará por vários fatores, inclusive a inabilidade para comandar um partido cheio de caciques como o dos Socialistas. Não há espaços para o individualismo Utópico da ex-senadora.

    Não tivessem brigado, já lá atrás pelo comando e Poder, os Gomes seriam os ocupantes naturais de um processo reformador, agora sem encontrar um Lider de densidade nacional já consolidada, porque eles saíram para fundar o PROS (pró eles).

    Embora o vice-governador de São Paulo, Márcio França, seja ao lado do ex-deputado gaúcho Beto Albuquerque os “controladores” da atual estrutura do partido, tanto que já tiraram do comando o ex-presidente Roberto Amaral e fazem acordo estratégico com Pernambuco, através do atual presidente Carlos Siqueira, o PSB vive forte disputa interna sem consenso à vista.

    Os dois pontos centrais das divergências passam pela opção conduzida por Beto e Márcio alinhando-se ao espectro ideológico liberal, de Centro à Direita, afastando-se publicamente do campo socialista. Outro pomo da discórdia é a busca de fusão com o PPS liderado pelo ex-comunista Roberto Freire, há muito convivendo e protegido pelos setores neo-liberais com quem tem acordo político de jura eterna.

     

    É dentro desta cena nacional que começam a surgir pretendentes ao debate, questionamento e, ao mesmo tempo, colocando-se como opção diferenciada voltando-se para a origem e o prisma socialista desde Miguel Arraes.

    Um deles, e principalmente neste campo, chama-se o governador Ricardo Vieira Coutinho, da Paraiba, reeleito e líder emergente no Nordeste. Não é à toa que, na reunião dos governadores nordestinos de apoio público à governabilidade de Dilma Rousseff, em março, quando aguçava a tentativa da Oposição de construir o Impeachment, foi ele o escolhido para falar pelo conjunto dos chefes do executivo regional.

    Ricardo diverge frontalmente da condução do PSB na convivência com o ninho tucano e faz duras restrições à postura do PPS, tanto que vive o tempo inteiro indagado à cúpula nacional, qual o desenho ideológico a ser construído entre os dois partidos para manter o diferencial do PSB no campo da Esquerda visando até disputar a presidência em 2018.

    Aliás, lembremos que, já no segundo turno da disputa presidencial/governamental, em 2014, Ricardo se rebelou e apoio abertamente a reeleição de Dilma, ao contrário do que fizera a cúpula do partido.

    O conflito interno no PSB é tamanho, tanto que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, anda em rota de colisão com o senador pessebista Fernando Bezerra Coelho porque, enquanto o jovem governador se alia a FHC e cia, o ex-ministro da Integração Nacional joga em favor de composição com Dilma Rousseff.

    Em síntese, sem uma liderança do tamanho de Eduardo, o PSB bate cabeça e deixa que o futuro partidário atenda muito mais a questões regionais localizadas do Sudeste e do Sul – até porque Márcio trabalha com a hipótese de Geraldo Alkmin ser candidato a presidente para ele ascender ao Governo paulista-, deixando à margem o Nordeste, Norte e Centro-Oeste - onde pontificaram grandes nomes e tem a resistência de Ricardo Coutinho, João Capiberibe, etc, pois vêem a legenda se transformando em apêndice da super-estrutura tucana neo liberal.

    A operação Marta Suplicy é outro exemplo/reforço para atestar a prevalência do interesse paulista em detrimento a outra opção de comando fora de São Paulo.

    Só que esta desconfiguração pode render e ser muito caro ao partido no futuro próximo. De protagonista, sem que se aperceba, vai se transformando em co-adjuvante de segunda categoria na disputa maior entre os partidos.

    A rigor, não era esta a “Nova Política” defendida por Eduardo Campos. Os experts em PSB de Pernambuco dizem que Arraes anda se tremendo ao “ver” a cena do partido nos últimos tempos.
     



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