Walter Santos Walter Santos

Jornalista e diretor executivo do grupo WSCOM


  • postado em 05/03/2015

    O enfrentamento de Hugo na CPI e seu significado

    A primeira sessão da CPI da Petrobrás instalada para apurar desmandos constatados na operação “Lava Jato” mostrou sem dificuldades que muita confusão está para acontecer porque ficou evidente o confronto entre a condução dada pelo PMDB e o PT – leia-se Base Governista mais próxima, tanto que chegou a nível do presidente da Comissão, deputado federal Hugo Mota, ser tratado como moleque ao criar sub-comissões.

    Na prática, a novidade apresentada por Hugo Mota foi interpretada como manobra para enfraquecer o PT na CPI daí a repercussão imediata.

    Se repararmos direito, a essência do posicionamento do presidente está alinhado com a orientação do presidente da Câmara Federa, Eduardo Cunha, de enfrentar abertamente o PT e o Governo, tanto que nas decisões monocráticas tanto Cunha quanto Mota rechaçaram a hipótese de extensão da CPI até o Governo FHC, logo há pacto de alinhamento entre o PMDB e a Oposição liderada pelo PSDB.

    Trocando em miúdos, como se diz lá na Torre, a partir de agora o clima deve esquentar porque o Governo e o PT não vão assistir a tudo isso sem uma contra- reação à altura.

    JANOT , A EXCLUSÃO DE AÉCIO E A REPERCUSSÃO

    A decisão do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, de excluir o senador Aécio neves das investigações por considerar inconsistentes as acusações do doleiro Yousseff já repercutiu fortemente no Congresso nacional.

    O senador Humberto Costa tem questionado a postura do Procurador, que sequer levou em conta o mesmo tratamento dispensado a outros nomes que, disse inexistir provas contra eles, mesmo assim Janot inseriu no processo.



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  • postado em 03/03/2015

    PSB no divã procura arrego em Ana Arraes

    PSB no divã procura arrego em Ana Arraes

    Quem quiser conhecer a fundo o nivel da realidade vivenciada pelo Partido Socialista Brasileiro precisa acompanhar de perto as cenas e bastidores de Pernambuco, onde pontificou o grande líder Eduardo Campos, e a composição nacional em termos de comando porque, até a dados de hoje, ninguém conseguiu preencher o espaço conquistado pelo neto de Arraes.

    Este drama, a partir de Pernambuco, é tamanho que estão buscando “socorro” na Ministra do Tribunal de Contas da União,Ana Arraes, mãe de Eduardo, porque ninguém se entende mais e, pior, é insustentável a relação entre o governador Paulo Câmara e o prefeito do recife, Geraldo Júlio.

    Ambos, de alguma forma, tentam se sobrepor no contexto para liderar o partido mas não têm histórico suficiente para comandar até mesmo secretários de status além disso, muito menos o senador Fernando Bezerra Coelho – este com história bem mais consistente do que os dois, por isso ninguém se assuste se ele sair do comando socialista em voga.

    Ana Arraes é lembrada e já opera no silêncio como nome de referência do Eduardismo, mesmo assim pelo pouco tempo disponível já que é ministra do TCU acaba sendo devorada por esse mesmo fator tempo.

    Seja como for, o PSB em nível nacional sofre os efeitos e se mantém sem rumo consistente através de um Lider nacional porque todos os nomes existentes não conseguem pegar a sombra sequer de Eduardo Campos.

    Vai sofrer muito de inanição.
     



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  • postado em 28/02/2015

    A crise de egos que ameaça Pernambuco

     

    No final do ano passado, lembro-me bem que tinha conversado com um articulado empresário pernambucano, Roberto Carvalho, que estava identificando atritos e/ou formatação de um "terreno" perigoso na relação dos dois mais importantes Chefes de Governos, Paulo Câmara e Geraldo Júlio.


    De pronto, ele respondeu sem titubear: "isso é conversa plantada pela Oposição, pois nada existe de problema na relação entre eles". 

    Registrei, não quis polemizar e dei tempo ao tempo.

    Dois meses depois do veredicto "desmentido", voltamos ao assunto e insistimos em afirmar que as relações entre os dois lideres, frutos da mesma imaginação fértil do ex-governador Eduardo Campos, estão se deteriorando com rapidez impressionante podendo ameaçar a unidade no PSB de Pernambuco.

    O problema está e não é só no estilo ou na forma de ser de cada um deles, mas sobretudo na convicção criada pelo prefeito Geraldo Julio de que, por critério de antiguidade hierárquica temporal, se sente "herdeiro natural" do espólio politico conjuntural deixado por Eduardo, embora esta não seja a leitura do governador Paulo Câmara. Muito pelo contrário.

    Pessoas influentes e muito próximas aos dois deixaram claro neste domingo de fevereiro em despedida que o cenário e convivência entre os dois anda para lá de precário, e o pior é quem não há quem tenha a mesma dimensão de Eduardo para enquadrá-los, nem mesmo a viúva Renata à quem os dois devotam respeito e gratidão.

    Enquanto tudo isso acontece, o fosso entre eles se amplia e o PSB corre o risco de criar dificuldades insuperáveis para a reeleição de Geraldo Júlio permitindo assim que surjam ameaças à unidade e Poder do PSB a partir da Capital.

    Como se diz lá no bairro da Torre, o quadro é de vaca desconhecer bezerro.

    ÚLTIMA

    "O olho que existe/ é o que vê..."



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