Walter Santos Walter Santos

Jornalista e diretor executivo do grupo WSCOM


  • postado em 19/02/2015

    A Beija – Flôr, o patrocínio da Ditadura e a falsa moral

    Em tempos de globalização é claro que faz bem à democracia saber que há, enfim, espaços abertos para quem quer que seja opinar sobre qualquer assunto – algo bem diferente do que produz a Grande Midia, que é não permitir o contraditório-, por isso, a polêmica em torno do financiamento da Beija – Flor chega numa hora apropriada para mantermos a Cultura de insatisfação/intriga, mesmo quando ignorando valores cidadãos porque, além do patrocínio questionado pela inteligentzia brasileira diante de novo Campeonato da escola, há uma verdade cotidiana da comunidade envolvida com desfile escola muito além da Sapucai.

     

    Para quem sabe, ou insiste em ignorar, Nilópolis é uma área geográfica do Rio de Janeiro na famosa Baixa Fluminense, onde os problemas sociais são graves e é neste cenário de dificuldades imensas que reluz a Beija – Flor como um dos poucos troféus de auto estima de toda a comunidade pobre daquela região.

     

    A Beija – Flor é mais que uma escola de desfile de carnaval porque produz ao longo de todo o ano uma série de atividades culturais e de busca de empreendedorismo, portanto, o samba e o desfile são ingredientes da alto valor cidadão para toda uma comunidade pobre, por isso ignorar a necessidade da escola buscar sua auto-sustentação é rigor demasiado.

     

    De fato, quando tanto defendemos democracia, não é fácil conviver com o a informação confirmada de que o enredo e todo desfile da escola foram bancados pela ditadura de Teodoro Mbasogo, da Guiné Equatorial, mas mesmo assim, o desfile da Beija – Flor não inibe nem pode gerar desconsideração sobre a qualidade do conjunto apresentado pela escola no desfile da Sapucai.

     

    A rigor, se fosse levar mais a sério o debate, o que mais incomoda na manutenção da Beija Flor entre as maiorais é seu vinculo histórico e financiamento com o “Jogo do Bicho”, que no Brasil Sudestino virou contravenção, mas na Paraiba desde 1969 este é um tipo de atividade formalizada pelo ex-governador João Agripino Filho, embora haja constitucionalidade questionada.

     

    Ao longo dos anos, portanto, é a Escola quem tem tirado muitos jovens do tráfico – este o grande problema do Rio e das cidades espalhadas pelo País – conforme tanto reverberava o genial Joaosinho Trinta. Aliás, bem lembrava o carnavalesco famoso que quem gosta de pobreza é intelectual, posto que o povo em si gosta mesmo é de luxo.

     

    Trocando em miúdos, vamos aceitar a Beija Flor com todo o valor cultural que tem, mesmo precisando ter aliados estratégicos sob contestação.



    comentários

  • postado em 19/02/2015

    O Brasil no alvo da ganância em torno do Petróleo

    O processo arrastado de desqualificação da Petrobras, em face dos escândalos provenientes da Operação "Lava Jato" em que diretores viviam de "assaltos" aos cofres públicos, claro que com respaldo de lideres Políticos, deve chegar a partir da próxima semana ao novo instante da série devendo fulminar da vida pública os parlamentares arrolados no escândalo.

    A alta expectativa em Brasilia e ambientes definidores das decisões políticas expõe com evidência a estratégia que as grandes empresas petrolíferas, mais os rentistas de plantão, andam produzindo em coesão de interesses com os grandes veiculos de comunicação do País exatamente para depreciar, gerar perdas financeiras e assim inviabilizá-la até, eis o grande objetivo, fazer suas políticas preservacionistas no campo econômico - financeiro serem abertas ao Capital e às companhias exploradoras, a exemplo da Shell.

    Ao longo dos anos, sobretudo a partir do século XX, o petroleo passou a ser a mais importante substância negociada entre paises e corporações levando - o a ser a motivação política de grandes guerras nos últimos tempos.

    Ainda hoje, em face da cobiçada e do lucro em torno do petroleo, o Brasil passou a ser alvo dos neo-liberais sem escrupulosos só pensando em rentismo, da mesma forma que em face dos derivados e do gás esta tem sido a motivação da guerra entre Ucrânia e a Rússia - até porque é a partir desses ambientes geológicos que a Europa é suprida, sobretudo nos tempos de elevadas baixas temperaturas.

    Eis, então, o resumo da crise que afeta a Petrobras, logo merecendo reação por parte do Governo Federal para estancar a depreciação e ressurgir como referencia mundial de produção, em especial depois do Pre-Sal.

    ELEMENTOS HISTÓRICOS DAS GUERRAS EM FACE DO PETROLEO

    Está escrito nos compêndios e históricos do setor. Sendo a principal fonte de energia do planeta, uma riqueza distribuída de forma não igual entre os países e um recurso não-renovável, o petróleo se tornou provavelmente a mais importante substância negociada entre países e corporações, e tem sido, a partir do século XX, um fator político importante e causador de crises entre governos, levando explícita ou, na maior parte dos casos, implicitamente a guerras, massacres e extermínios.

    Por ser a principal fonte energia do planeta, o petróleo já foi motivo de algumas guerras, como a Primeira Guerra do Golfo, a Guerra Irã-Iraque, a luta pela independência da Chechênia e a invasão estadunidense no Iraque, em 2003.

    Sem dúvida, a existência de petróleo é um sinônimo de riqueza e poder para um país. O combustível se tornou ainda mais valorizado após a criação da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que nasceu com o fim de controlar preços e volumes de produção e pressionar o mercado.



    comentários

  • postado em 03/02/2015

    A trama para a vã “Venezuelização” do Brasil

    A trama para a vã “Venezuelização” do Brasil

    A cada dia que passa, mais fica clara a arquitetura política de setores estratégicos da sociedade brasileira de fora para dentro do Congresso Nacional, passo a passo com a operação-guia via Grande Mídia, de buscar “desconstruir” o saldo de forte impacto sócio – econômico dos últimos 12 anos do Governo do PT afetando, ultimamente já com forte efeito, a imagem deste saldo Lula/Dilma para influir na construção de uma anti-petismo radical no País, capaz de produzir em breve confrontos nas ruas.

    Até onde a vista alcança, na atualidade e dentro de um processo construído ao longo dos últimos anos, o movimento anti-PT e seus lideres têm buscado o endosso aberto de setores da classe média para cima, visando ainda sem êxito alargar os efeitos da classe média para baixo, até agora sem aderir ao Golpismo.

    A tática é impregnar no Governo Dilma, ou seja na gestão do PT, a pecha de partido corrupto, responsável pelos maiores desmandos na maior das empresas internacionais da América do Sul, a Petrobrás, para permitir com esta estratégia imputar no Petismo a essência dos desmandos éticos do País, quando no espremer do caldo, a história é bem diferente.

    COBERTURA DO PSDB E DO PT

    Basta comparar rapidamente o noticiário dos últimos tempos tratando de Ética na política envolvendo os Governos do PSDB, cujos escândalos já têm a comprovada participação de membros de alto escalão, a exemplo dos desvios de dinheiro da ASLOM para as campanhas tucanas, entretanto, sem maiores registros nos grandes veículos – vide Rede Globo, Abril, Folha, Estadão,etc.

    Já o tema Petrobrás, não há um único dia sem exibição.

    Outro exemplo: São Paulo vive a maior crise de toda a sua história por falta de água – algo inconcebível nos tempos modernos, fruto de gestões incapazes do PSDB, uma vez que o então Governo Serra fora advertido sobre a gravidade futura da escassez de água, da mesma forma que no Governo Alckmin, entretanto, a cobertura jornalística dos Grandes veículos esconde a responsabilidade dos governos do PSDB.

    PT ACUADO PERMITE AVANÇO DA OPOSIÇÃO

    Tanto o partido em si, quanto as suas lideranças e, em especial, o Governo de Dilma Rousseff têm adotado a equivocada estratégia de recuar diante do embate cada vez mais físico de elementos da Oposição no debate sobre Ética, desvios e reformas indispensáveis daí parecer com o reforço da Mídia pró-oposicionistas estar fazendo o stablishment e militância petista andar de crista baixa.

    Aliás, ou o PT e o Petismo reassumem seu papel, a exemplo dos grandes debates no passado,  ou vão ser massacrados pela elite raivosa querendo triturar na marra o saldo petista,

    GOVERNO PRECISA SAIR DO CASULO

    O Governo Dilma II ainda não disse na prática a que veio de fato no componente das políticas voltadas para a comunicação social de uma forma abrangente e, sobretudo, focadas no aspecto econômico do que tratam projetos especiais como a Regulação da Midia e a distribuição da verba publicitária.

    Até agora, no máximo, o que se viu foi o Ministro da Comunicação, Ricardo Berzoini, assegurar que vai puxar o debate sobre a Regulação sempre tratada estrategicamente pelos grandes veículos como plano de censura, que na verdade nada tem a ver com isso, entretanto assim é vendido pela Midia anti-governo.

    HORA DE EXPOR O CONTRA-PONTO

    Dilma – leia-se ministro Thomas -, precisa resolver urgentemente as inúmeras novas Licitações da propaganda e ter coragem de assumir no seu espaço de publicização, não só a tática de expor as obras em curso, mas com a verba publicitária debater, exibir nos espaços midiáticos a versão do Governo sobre todos os assuntos nefastos nos quais a Mídia de São Paulo – Rio faz a imagem distorcida da realidade, mas que em parte vinga assim porque o Governo não se defende.

    DIVIDIR PARA SE IMPOR

    É a partir de posicionamentoS como os narrados acima, que o Brasil experimenta uma tentativa transloucada da Oposição e de setores reacionários da sociedade brasileira para construir um enfrentamento mais duro contra o Governo petista dispostos até fazer no País algo semelhante ao que experimenta a Venezuela desde Hugo Chaves.

    A Direita, os conservadores e a Midia não aceitam conviver com números e estatísticas favoráveis ao saldo Petista, por isso partem para o “tudo ou nada”, felizmente não aceito pela grande maioria dos brasileiros.

    Quando o PT sair do casulo e o Governo Dilma souber fazer sua defesa mais consistente e permanente nos espaços possíveis, até fazendo uso da verba publicitária, já que na espontaneidade os Veiculos negam o direito ao contraditório, aí sim o Brasil vai conhecer melhor o “quem é quem” e a verdade dos fatos e versões distorcidas para apear o PT do Governo.

    Não pode mais os escândalos de São Paulo ficarem sob o tapete, enquanto no governo de Dilma a ordem é fazer a limpeza ética, mesmo que tratada como problemas do PT, que não é só dele mas de toda a cultura humana movida pela luxúria, gula, desvio ético.

    Só que com Dilma e o PT, os escândalos são encarados e pagos doa em quem doer. Só os petistas não vêem isso e se escondem com vergonha não se sabe do que.


     



    comentários