Walter Santos Walter Santos

Jornalista e diretor executivo do grupo WSCOM


  • postado em 24/01/2015

    Como Bandidos passam a ser Paradigmas

     Como Bandidos passam a ser Paradigmas

    Na história da civilização mundial a corrupção sempre esteve presente nas diversas sociedades como mal a corromper pessoas e instituições, sempre a merecer combate sistemático, mas nem sempre dizimação total porque a tentação na natureza humana é algo predominante em mentes e corpos fracos.

    A tese generalista bem se aplica ao momento do Brasil, onde relativa "faxina moral" anda sendo feita, entretanto direcionada e com fins claros de gerar instabilidade no Governo brasileiro, mesmo que o foco seja a deposição extremada ainda sem êxito, fazendo do tempo presente a ambiência adequada para linchamentos morais a partir de Bandidos transformados em Guilhotinas e Paradigmas do futuro de muita gente e empresas.

    Numa sociedade mais bem resolvida, Bandido é tratado como tal e seu tamanho diminuto no campo moral, portanto, nunca esteve na condição de referência maior na questão da reputação social.

    Não é o caso, por exemplo, dos principais nomes envolvidos na operação "Lava Jato", sobretudo o doleiro Alberto Yousseff e Paulo Roberto Costa - de cujas delações estão a vida futura de diversos personagens, empresas e instituições.

    A abordagem não minimiza em nada quem possa estar responsabilizado ou envolvido com atos de corrupção com a Petrobras ou qualquer agente econômico do País, portanto, as investigações precisam ser bem apuradas para oferecer à quem de direito, no caso o Ministério Público, as condições de punição, seja com quem for.

    Agora, daí a transformar Yousseff e Paulo Costa como referências de quem vai ou não escapar da morte moral é algo absurdo, porquanto enquanto não houver investigação e real comprovação do dolo, ninguém pode ser tratado como culpado ou réu, embora a Midia brasileira cumpra este papel nefasto.

    Quem for citado tem mesmo tratamento dos que estão condenados à cadeira elétrica.



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  • postado em 23/01/2015

    Zé Dirceu vive, resiste e se mantém superando alvo

     

    De repente, não mais do que de repente, o ex-Ministro da Casa Civil José Dirceu, voltou ao noticiário nacional com setores da Grande Midia buscando ressuscitar campanha contra o lider petista, na atualidade cumprindo pena em regime fora da prisão ainda por conta da AP 470, do tal Mensalão, aquele mesmo no qual ele foi condenado sem uma única prova.

    A intenção mais recente recaiu sobre reportagem insinuando que ele voltara a fazer politica no PT, algo inverossimel por conta das restrições legais existentes, embora seja hoje um dos politicos recluso por exigência judicial com mais busca de acesso por parte de amigos notaveis ou não, dentro e fora do PT, exatamente pela importância historica que exerce mesmo punido.

    A mais nova, novissima noticia, requenta a presença de Zé Dirceu, agora com sua vida fiscal, bancária e telefônica quebrada por ordem judicial. Ora, basta se servir de trabalho semelhante já produzido no processo do Mensalão, quando não se encontrou uma única prova de desvios do ex-ministro.

    Já ali havia registro legal de consultoria a empresas construtoras, algumas citadas no Lava Jato produzida pelo advogado e um dos mais preparados estrategistas/analistas da conjuntura global com reconhecimento internacional, até porque poucos como Zé Dirceu têm capacidade leitura precisa sobre a geo-politica como ele.

    O fato é que a ação reproduz matéria requentada sempre a indicar que Zé Dirceu se mantém na mira do Grande Capital internacional, através de agentes da Midia, Justiça e MP fazendo-o personagem ainda muito vivo e, com a saúde boa, ainda haverá de construir meios de provar sua inocência, logo mantendo seu alto grau de respeitabilidade no PT, a esquerda e entre muita gente espalhada pelo Brasil.

    Como se sabe, a Direita foi "competente" ao tirar do circuito de alta influencia e poder no Pais a figura de Zé Dirceu, pois sem as "manobras" certamente estaria hoje no segundo mandato de presidente da República no lugar ocupado por Dilma Rousseff. Com um detalhe: sem ceder aos Rentistas e conservadores famintos do capital internacional.

    O QUE DIZ A NOTICIA NO 247

    A quebra do sigilo fiscal foi autorizada entre o período de 1º de janeiro de 2005 a 18 de dezembro de 2014. Já o sigilo bancário foi quebrado entre 1º de janeiro de 2009 e 18 de dezembro de 2014. O MPF chegou à empresa de Dirceu ao analisar documentos contábeis das empreiteiras. Em uma das lisas, da Galvão Engenharia, aparece a rubrica genérica de "consultoria", para justificar pagamentos mensais de R$ 25 mil à JD Assessoria e Consultoria. O total desses pagamentos soma R$ 725 mil. Da mesma forma, nos livros da OAS, os procuradores encontraram pagamentos mensais de R$ 30 mil, que totalizaram outros R$ 720 mil.

    No caso da UTC, foram encontrados apenas dois pagamentos. Um no valor de R$ 1.337.000,00, em 2012, e outro de R$ 939 mil, feito em 2013. Em ambos, a justificativa anotada nos documentos era de "consultoria, assessoria e auditoria". Em nota, José Dirceu confirma que prestou serviços de consultoria às empresas citadas no documento da Justiça Federal. 

    O ex-ministro ainda se colocou à disposição para prestar esclarecimentos ao Judiciário.

    ULTIMA

    "Vamos precisar de todo mundo/

    Pra banir do mundo a opressão..."



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  • postado em 07/01/2015

    Paulo Câmara mantém Armando como Opositor

    Paulo Câmara mantém Armando como Opositor

    A ausência do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, na solenidade de posse do Ministro do Desenvolvimento Econômico (Desenvolvimento (MDIC), Indústria e Comércio Exterior), Armando Monteiro, em Brasilia, posto que fora representado pelo vice-governador Raul Henry, é mais que uma condição política especial entre as duas instâncias de Poder sinalizando claramente que a relação entre elas não será expansiva como poderia ser em se tratando de autoridades e valores de Pernambuco.

    Traduz um posicionamento declarado de que não há, em tese, nada grave que imponha realidade de crise forte entre eles, entretanto, a disposição de diálogo parece ser mínima, enquanto necessidades de interesses comuns entre a Pasta do Ministro Pernambucano e a pauta do Governo Paulo Câmara.

    Ao que parece, daqui em diante tudo será protocolar.

    Em sendo assim, está evidente que os resquícios da campanha passada ainda não foram inteiramente digeridos, no caso em tela pela maior autoridade do Estado, governador Paulo Câmara, mesmo sendo homem público polido e de formação intelectual muito distinta.

    Só que, apesar dos pesares, este clima precisará ser resolvido em nome dos interesses maiores do Estado, porque amuos e lunduns não resolvem nada, sobretudo numa conjuntura em que os fatores econômicos e políticos exigem que hajam meios de superar a retração evidente em 2015 e, para isso, se faz indispensável um Pacto de relacionamento entre as duas esferas de Poder – federal e estadual,entre eles por assim dizer.

    É evidente que o governador não terá apenas o Ministério do Desenvolvimento como instância de relacionamento, uma vez que o Governo Federal é de tamanho maior, mesmo assim, como se intui que a presidenta Dilma Rousseff colocou o Ministro Armando Monteiro como seu principal interlocutor com Pernambuco, não faz sentido que inexista relacionamento entre os dois mandatários.

    Este é outro obstáculo à vista para se resolver, ainda não se sabendo quando.

    PRESTIGIO DO NOVO MINISTRO

    A presença de 1700 empresários aguardados para prestigiar a cerimônia de transmissão de cargo para o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto (PTB), nesta quarta-feira, no auditório do Banco Central, em Brasília, é um atestado de muito prestigio.

    Armando, com livre trânsito no mundo empresarial, é a esperança de impulso na indústria brasileira, atualmente degrada, num tempo em que as projeções econômicas são preocupantes.

     



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