Walter Santos Walter Santos

Jornalista e diretor executivo do grupo WSCOM


  • postado em 05/01/2015

    Os novos governadores: equilíbrio e missão

    Os novos governadores: equilíbrio e missão

    Sem exceção, os governadores do Nordeste já em exercício de mandato passaram os últimos dias mergulhados entre gerar o Planejamento das primeiras medidas, muitas delas amargas, a composição da equipe e a partir de agora ação real a exigir resultados. Dos nove governadores, apenas dois foram reeleitos – Ricardo Coutinho e Jackson Barreto -, mesmo assim ambos começaram o ano anunciando medidas restritivas.

    Dos sete outros recém eleitos, o de Pernambuco, Paulo Câmara, é um dos poucos que começará já dando ordens de serviço. O caso é fácil de entender: o governador anterior, João Lyra, não pode terminar nem inaugurar muitas obras iniciadas no Governo Eduardo Campos, algo que vai e estar começando a acontecer no colo de PC, até iniciando outras obras. Sorte dele.

    Wellington Dias também começou com restrições e auditorias para ver se no segundo semestre passa a ter condições de retomar os investimentos.
    No Maranhão, o governador Flávio Dino anuncia auditoria pesada nas contas da ex-governadora Roseana Sarney, da mesma forma do que vem acontecendo em Minas Gerais com execução pelo governador Fernando Pimentel contra Aécio Neves.

    Robinson Faria faz deste momento uma verdadeira limpeza em nomes e métodos diante da herança de Rozalba Ciarlini, uma decepção enquanto administradora, para soerguer o Rio Grande do Norte.

    Na Paraíba, Ricardo Coutinho inicia o ano reduzindo gastos e mandando a equipe trabalhar mais com menos dinheiro. Ele é uma das revelações do Nordeste em termos de resultado de gestão e muito habilidoso, tanto que é o único governador do PSB (Oposição à Dilma) a apoiar abertamente a presidenta da República e isto lhe dará mais visibilidade no futuro próximo. Tem capacidade e desenvoltura.

    Em síntese, desses o governador Rui Costa da mesma forma que Camilo Santana, do Ceará, ao lado de Wellington Dias é quem começa com a bandeira do PT com dedicação dobrada para recompor o prestigio do partido, em especial na terra de ACM, onde o partido não perde há anos a disputa eleitoral. A Bahia quer crescer mais.
     



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  • postado em 22/12/2014

    O jogo sujo da Grande Mídia e a Petrobrás

    O jogo sujo da Grande Mídia e a Petrobrás

    Os principais veículos de comunicação instalados no Sudeste, em São Paulo e Rio de Janeiro mais especificamente, resolveram tratar como “Guerra sem fim” a abordagem de todos os assuntos de alta relevância para o País com algum vínculo com o Governo Federal, em particular da Petrobras, forçando barra, querendo a todo custo imputar condenação pública para atingir a presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

     

    Virou paranóia dos grandes veículos querer atribuir a Dilma e/ou Lula acusações quaisquer e envolvimentos nenhum comprovado, mesmo assim não há um único dia desde quando Lula chegou ao poder em que a Rede Globo, Veja, Folha de São Paulo e Estadão não tente “plantar” uma denúncia qualquer contra o Governo.

     

    No domingo, para quem entende minimamente de jornalismo basilar, foi ridículo – senão melhor tratar de inaceitável a tentativa do programa “Fantástico” de querer chegar ao ex-presidente Lula tendo a repórter Glória Maria se prestado a esse papel minúsculo de uma aprendiz de agente da desqualificação moral.

     

    O tempo extenso, a declaração vazia e a busca de consolidar uma denúncia consistente fez da Rede Globo uma empresa fadada a bancar até mesmo atos improcedentes para desqualificar o Governo e servir a um esquema inaceitável de Golpistas querendo a todo custo apear a presidenta Dilma do Poder.

     

    Não é por conta destas questões, não, mas por outros fatores de equidade econômica na Midia que se faz imprescindível a urgente Regulação do setor no Brasil. Essa gente não pode se manter achando e querendo mandar no País como se fossem herdeiros de uma monarquia inexistente.
     



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  • postado em 19/12/2014

    A crise na Mídia também afeta o Nordeste

    Joezil e João Carlos: líderes dos Associados e JC

    A crise na Mídia também afeta o Nordeste

    O ano de 2014 está se encerrando sem deixar nenhuma saudade em muitos segmentos, em especial o da Comunicação, no detalhe entre os Impressos (jornais e revistas), mesmo os tradicionais. A crise na verdade afetou toda a base dos veículos da área, a partir de São Paulo, onde alguns veículos para sustentar seus privilégios geram confrontos que afetaram, como desdobramento, o mercado como um todo com a retração de negócios.

    Em conversa com empresários dos diversos estados do Nordeste, com poucas exceções o ano em fase de conclusão tem servido para queixas intermináveis afetando não só os negócios com agentes públicos mas, em especial, os privados.

    Em meio a esta realidade da Bahia ao Maranhão, existem dois negócios em curso: um, de negociação de diversos veículos de comunicação, como se tem evidencia envolvendo os Diarios Associados do Nordeste e o Jornal do Comércio; e outro, com a nova política que o Governo Federal vai adotar em 2015 em diante se afastando dos veículos radicais.

    Para ser mais objetivo, é muito provável que as grandes estruturas de comunicação assumindo papel de Partido de Oposição – Rede Globo, Grupo Abril, Estadão, Folha, etc, tenham que rever suas estruturas e estratégias porque o Governo Federal vai fechar as portas, se eles continuarem fazendo papel partidário e não comunicação.

    Há, também, outro fator importante que é a adoção,enfim, do projeto de Regulação da Mídia – nada a ver com censura, mas de modos econômicos do setor existir. Todos os grandes países do mundo já se resolveram nesta questão, agora chegou a vez do Brasil.

    NEGOCIAÇÕES EM PERNAMBUCO

    Embora com desmentidos sistemáticos de parte dos envolvidos, o fato é que tem crescido a onda ou sério de boataria dando conta que o grupo Hap Vida do Ceará está em negociação para comandar os veículos dos Associados em Pernambuco, Paraiba e Rio Grande do Norte.

    Embora com desmentidos, esta operação anda cada vez mais avançada.

    Neste nível de comentários também está o Jornal do Comércio – principal referência de jornalismo impresso sob a batuta do mega empresário João Carlos Paes Mendonça, que estaria em negociação com o empresário José Janguiê, da área de Educação.

    A assessoria de Imprensa do empresário negou mas o mercado insiste em manter a informação como procedente.
    Vamos aguardar, é o que resta.

    CONCEITOS E MERCADO NORDESTINO

    Da mesma forma que em nivel nacional poucas familias comandas a Grande Midia, nos Estados do Nordeste em geral não é diferente. Basta mapear rapidamente para constar que ACM tem a Globo e o Correio da Bahia, os Sarney comandam a afiliada da Globo e o principal jornal do estado; idem se dirá de Collor em Maceió, Henrique Alves no Rio Grande do Norte, os Jereissati no Ceará, etc.

    Ao longo da história, o comando da Comunicação sempre esteve com os Políticos e poucos empresários, mesmo assim nas duas situações a força da política partidária e dos Governos sempre se fez maior do que o mercado livre como pretenso.

    Esta é a realidade que faz a informação ser um patrimônio cerceado, monitorado e em muitos casos manipulados a serviço do Poder de plantão. Não é diferente da Grande Midia, que se traveste de uma fleugma utópica de liberdade de expressão, somente visivel aos desinformados da força e manipulação produzida pelos Meios.

    A REGULAÇÃO PRECISA EXISTIR

    Há uma articulação da Grande Midia de relutar e não aceitar a Regulação do setor na parte econômica, nunca do teor essencial e constitucional de se ter garantida a Liberdade de Expressão,entretanto, um grande setor como este envolvendo Bilhões de Reais não pode estar majoritariamente apenas em 5 familias no País.

    Não há nenhum País no mundo a tolerar tamanho Oligopólio em poucas mãos, dai a importância do Governo Federal assumir seu papel de resolver de vez esta realidade inaceitável de agora para florescer uma nova relação econômica e de poder no setor.

    ÚLTIMA

    “O olho que existe/é o que vê...”
     



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