Nordeste

Defensoria Pública de Sergipe cria Comissão de Enfrentamento a Desigualdade Social e ao Racismo Estrutural

A iniciativa compreende a elaboração de um plano de ações que envolve educação em direitos, encaminhamento de propostas legislativas para redução das desigualdades, promoção de audiências públicas para discussão dos temas, levantamento de dados, entre outras

06/10/2020


Defensoria Pública de Sergipe

Revista Nordeste

Com o objetivo de combater o racismo e reduzir a desigualdade social, a Defensoria Pública do Estado de Sergipe criou a Comissão de Enfrentamento a Desigualdade Social e ao Racismo Estrutural. A iniciativa compreende a elaboração de um plano de ações que envolve capacitação de membros e servidores, desenvolvimento de ações de educação em direitos, encaminhamento de propostas legislativas para redução das desigualdades, promoção de audiências públicas para discussão dos temas, realização de levantamento de dados, entre outras.

Compõem a Comissão, os defensores públicos Carla Caroline de Oliveira, Janara Pereira César, Alfredo Nikolaus, Sérgio Barreto, Edgar Patrocínio e Murilo de Souza. “A Comissão funciona em formato de grupo de trabalho e o objetivo inicial é discutir as questões internamente, juntamente com outras instituições, movimentos sociais e organizações de combate ao racismo estrutural na sociedade e a redução das desigualdades sociais. A meta é que a Defensoria Pública pense estrategicamente para o desenvolvimento de ações”, disse a defensora pública e presidente da Comissão, Carla Caroline.

Segundo o Censo do IBGE de 2019, 79,7% da população de Sergipe é composta por negros e pardos. “O combate ao racismo, ainda, é um desafio, pois o preconceito está imbricado na sociedade. A desigualdade social, embora tenha tido avanços na redução, é um problema presente em todo o país e, no Brasil, o índice de má distribuição de renda é alarmante. A oportunidade de trabalho e o acesso à educação, saúde e cultura ainda é desigual perante a parcela mais rica da população em detrimento da mais pobre. Essa comissão permite contribuir para a redução e amparar aqueles que, de alguma forma, ainda são excluídos na sociedade”, pontuou o defensor público geral Leó Neto.


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