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Dívida pública cresce 1,60% e atinge R$ 3,49 trilhões

A Dívida Pública Federal – que inclui o endividamento interno e externo do Brasil – aumentou em R$ 55 bilhões em novembro. O estoque da dívida subiu 1,60%, passando de R$ 3,438 trilhões em outubro para R$ 3,493 trilhões em novembro, informou hoje (20), em Brasília, a Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.

Esse crescimento da dívida ocorreu por conta da apropriação positiva de juros, no valor de R$ 25,70 bilhões e pela emissão líquida de R$ 29,48
bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que é a parte da dívida pública que pode ser paga em reais, teve o estoque ampliado em 1,83%, passando de R$ 3,311 trilhões para 3,371 trilhões.

O estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), captada do mercado internacional, teve redução de 4,46%, encerrando novembro em R$ 121,40 bilhões (US$ 37,22 bilhões). No último boletim, referente a outubro, houve um aumento de 6,88%, o que fez com que a DPFe encerrasse em R$ 127,07 bilhões (US$ 38,78 bilhões).

Endividamento do Tesouro

A variação do endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta.

Além disso, pode ocorrer assinatura de contratos de empréstimo para o Tesouro, tomado de uma instituição ou de um banco de fomento, destinado a financiar o desenvolvimento de uma determinada região. Já a redução do endividamento se dá, por exemplo, pelo resgate de títulos.

De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), a dívida pública poderá fechar este ano entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões.

Segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, o resultado de novembro “é muito próximo de como se espera encerrar o ano”. Dessa forma, o PAF deverá ser cumprido. “Para o ano de 2017, o estoque da dívida pública federal vai encerrar dentro do esperado”, explicou.

Quanto à participação estrangeira, que apresentou queda, Secunho disse que o volume financeiro se manteve, o que não prova uma grande saída desses investidores. “O volume financeiro permaneceu estável. Não houve saída ou a saída foi muito contida. É importante ver que a participação é relativa, depende de outros grupos. Uma vez que outros tiveram aumento maior, a participação relativa caiu, mas financeiramente, a carteira manteve-se estável ao longo dos 11 meses do ano”.

Em novembro, os maiores detentores da dívida pública eram os fundos de Previdência (25,37%). O estoque desse grupo passou de R$ 840,17 bilhões para R$ 855,60 bilhões, entre outubro e novembro.

Em seguida, estão as instituições financeiras, com 21,84%, os fundos de investimentos (25,96%), os investidores estrangeiros (12,67%), o governo (4,60%), seguradoras (4,02%) e outros (5,54%).

Agência Brasil


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