Alagoas

Em Alagoas, filha do vice-governador é um dos alvos de operação da PF

11/12/2019


Segundo PF, ação investiga desvio de R$30 milhões da Secretaria Estadual de Saúde

ALAGOAS 24 HORAS – A Polícia Federal em Alagoas, confirmou em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira, 11, as prisões da filha e genro do vice-governador de Alagoas e também secretário de Educação do Estado, Luciano Barbosa (MDB), em operação que investiga o desvio de R$30 milhões corrupção de servidores públicos na prestação de serviços de Órtese, Prótese e Materiais Especiais (OPME), em Alagoas nos últimos três anos.

Lívia Barbosa de Almeida Margallo, e o esposo, Pedro Silva Margallo, foram presos no apartamento onde moram, no bairro da Ponta Verde, e são apontados como líderes do esquema criminoso. Denominada de Florence Dama da Lâmpada, a operação tem participação da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF)  e cumpre 32 mandados de busca e apreensão, nove mandados de prisão preventiva e sete mandados de prisão temporária. As ações acontecem em Maceió e em Arapiraca.

A filha de Luciano Barbosa foi presa de forma preventiva e sem prazo fixo de restrição de liberdade, já o genro, foi preso em cumprimento de prisão temporária de cinco dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Eles seriam sócios de uma empresa chamada LT, que foi contratada pelo Estado para prestar serviços de Saúde.

Ascom PF

As investigações, constataram a monopolização dos serviços de OPME em Maceió/AL e Agreste alagoano, celebração de Termo de Colaboração injustificadamente direcionada para entidade comandada por servidor público estadual, pagamentos sem comprovação dos correspondentes serviços prestados, confusão patrimonial entre a entidade sem fins lucrativos e seus dirigentes, transferências injustificadas de recursos financeiros a servidores responsáveis pela avaliação e monitoramento dos serviços prestados constantes do Termo de Colaboração.

A ação apura o cometimento dos crimes de Fraude à Licitação, Corrupção Ativa e Passiva, Peculato, Constituição de Organização Criminosa, Falsidade Ideológica, Prevaricação, Advocacia Administrativa e Lavagem de Dinheiro. As penas, somadas, variam de 18 a 45 anos de detenção ou reclusão, conforme o caso.


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