Nordeste

ENTREVISTA: Pró-reitora da UFPB explica como a atual política adotada pelo Governo Federal tem prejudicado a educação e outras áreas

Pró-reitora da UFPB, especialista em Direito, avalia com dados a série de medidas adotadas atingindo conquistas e propondo desmonte na educação a merecer reações.

04/12/2019


Da Redação
Revista NORDESTE

 

A edição 154 da Revista NORDESTE traz a publicação de entrevista com a professora Maria Luiza Alencar, pró-reitora de Pós-graduação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que aborda várias políticas adotadas pela gestão do presidente Jair Bolsonaro, principalmente, as ações desempenhadas pelo Ministério da Educação, sobretudo, no corte de recursos para o ensino superior público.

Em contato com o jornalista Walter Santos, a professora explica com riqueza de dados como o País passa por momentos difíceis, de severa destituição de direitos sociais como a educação, a saúde, a baixa geração de trabalho e emprego, a previdência e seguridade social.

“As políticas até agora anunciadas pelo atual governo, nomeadamente para a educação superior, sinalizam de modo contrário ao sentido de ‘políticas’ e não nos transmitem segurança. Eu diria que se parecem com antipolíticas, tanto é assim que recentes pesquisas de opinião voltaram a indicar saúde e educação, nesta ordem, como os mais preocupantes problemas dos (as) brasileiros (as). Vivemos tempos difíceis, de severa destituição de direitos sociais, como educação e saúde; trabalho e emprego; previdência e seguridade social. Isto é sintomático da onda neoliberal que hoje varre o mundo sob variadas roupagens (mais autoritárias ou mais democráticas), atacando o sistema integrado de previdência, o sistema único de saúde e o sistema nacional de educação superior, enquanto, por outro lado, privilegia e afaga os setores fortes do capitalismo financeiro global, da riqueza financeira fictícia e dos bancos, reformando sistemas e redes de proteção social nacionais, agravando e perpetuando as já severas desigualdades sociais. Para se ter uma ideia, no Brasil, este ano, enquanto isentava em 270 bilhões de reais a indústria, o comércio e o agronegócio, sem nem mencionar o tratamento favorecido que dispensa aos bancos, ao mesmo tempo, o governo federal cortava e contingenciava (atente-se para coisas distintas), em mais de 50%, as verbas para as Universidades públicas, os Institutos de Pesquisa e os organismos de fomento à educação superior”, diz Maria Luiza Alencar.

CLIQUE AQUI e confira a entrevista na íntegra.

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