Política

Ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho diz que tentaram destruí-lo e que foi ‘perseguido sem provas’ pela Justiça

Coutinho afirmou ainda que não pensava em se candidatar à prefeito de João Pessoa novamente, mas que a decisão foi tomada de última hora visando a união em uma perspectiva de vitória da esquerda progressista do Estado

22/09/2020


Na imagem o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho

Revista Nordeste

O ex-governador da Paraíba e atual candidato a prefeito de João Pessoa pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Ricardo Coutinho, concedeu entrevista à TV 247 e afirmou que decidiu concorrer à Prefeitura da Capital paraibana para derrotar o bolsonarismo. Ele declarou ainda que foi perseguido e que tentaram ‘destruí-lo’.

“O que me motivou a ser candidato foi o quadro político terrível. Candidaturas identificadas com o  bolsonarismo, espalhadas em 3 ou 4 candidaturas onde propagavam violência e demagogia. Tentaram nos destruir, nos excluir na política com mentiras, acusações, sem nenhuma prova, e sem ter onde responder. Toda a mídia estava fechada tentando destruir algumas pessoas dentre as quais eu”, disse.

Coutinho afirmou que não pensava em se candidatar à prefeito novamente, mas que a decisão foi tomada de última hora visando a união em uma perspectiva de vitória da esquerda progressista da Paraíba.

“A minha lógica era apoiar algum companheiro que pudesse unir e tivesse uma perspectiva de vitória, que pudesse derrotar essa expressão política e construir um polo que sirva ao Brasil em 2022. Na quarta feira, quando eu vi que a candidatura que o PT apresentava não saia de 1% , decidi ser candidato. A Gleisi me mandou uma mensagem: ‘procede que você será candidato?’, eu disse: ‘procede’, ela disse ‘segura, segura’”, falou o ex-governador.

Ricardo cobrou ‘maturidade’ do PT em meio ao imbróglio de apoio da legenda à sua postulação na capital: “é preciso ter essa maturidade, sem isso vamos afundar em 2020 e em 2022”, disse.

“A gente às vezes aumenta capacidade de nossos partidos e influir na sociedade, que é maior dos partidos… é preciso olhar para o que a gente quer na vida, para que o partido propõe. Para mim, o partido existe nacionalmente”, definiu.

Confira a entrevista na íntegra:


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