Nordeste

Governador do Piauí reage a operação da Federal, chama de “ridícula” e alerta: “muitos espetáculos ainda virão”

De acordo com o chefe do Executivo piauiense, "muitos espetáculos ainda virão" diante de um governo desastroso que tenta transferir responsabilidades.

27/07/2020


Revista Nordeste

O governador do Piauí Wellington Dias (PT) reagiu à operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta segunda-feira (27), contra à sua gestão, e disse que a mesma se trata-se uma ostensiva do governo Jair Bolsonaro com abuso de autoridade em cima de governos estaduais de oposição. De acordo com o chefe do Executivo piauiense, “muitos espetáculos ainda virão” diante de um governo desastroso que tenta transferir responsabilidades.

“Ainda bem que temos a lei de abuso de autoridade e estamos tratando com advogados sobre isto”, afirmou ele, ao comentar a operação. Dias afirmou, ainda, que a ação da PF “fica mais ridícula e desnecessária por que estamos falando de um fato de 2013” quando ele nem era governo, com operação em 2020.

Leia a íntegra da nota:

Mais um espetáculo em nome de investigação. Desta operação já é o terceiro espetáculo, um processo que vem de 2013, quando eu nem era governo, em contratos que seguia um padrão nacional, pagamento por quilômetro rodado. Quando a Sec Rejane assumiu a Sec da Educação em 2015, tinha que começar as aulas em fevereiro, os contratos estavam vencendo e, com base em parecer técnico e na lei, considerando a necessidade de não prejudicar aos alunos que precisavam de transporte escolar, foi renovado o contrato, dando tempo para nova licitação e novos contratos. Fizemos uma mudança que hoje é modelo para outros Estados e municípios, em que passamos a pagar por aluno transportado, como se paga uma passagem de ônibus.

Neste caso, como diz o processo, o Estado seria vítima, alegação é que algum contratado pudesse cobrar uma quantidade de km rodado maior que o tamanho das rotas.

Fica mais ridícula e desnecessária por que estamos falando de um fato de 2013, com operação em 2020, quando a ex Secretaria da Educação, hoje deputada federal, se prontificou a colaborar, por duas vezes nos últimos meses se colocou a disposição para prestar depoimento, para repassar todo e qualquer documento ou equipamento que precisar, fez questão de registrar assim, e foi dito que não era possível ela depor agora por que tinha  a pandemia e estavam suspensos os depoimentos.

A operação na Câmara, na casa onde hoje quem mora é nosso filho e família, que nunca trabalharam para o estado. Ele é médico e salvando vidas e pegou coronavírus… o espetáculo está feito. Ela afirma que a vida inteira agiu na forma da lei, está com a consciência tranquila, pronta para colaborar, e espera agora o direito de ser ouvida.

Acho eu que, infelizmente, muitos espetáculos ainda virão. Ainda bem que temos a lei de abuso de autoridade e estamos tratando com advogados sobre isto.


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