Política

Governo deve cortar R$ 10 bilhões em benefícios para pessoas carentes, idosos e deficientes; entenda

Calcula-se que essas medidas nos cortes dos benefícios vão proporcionar uma economia de até R$ 10 bilhões por ano para o governo

15/09/2020


Na imagem o presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara Federal Rodrigo Maia e o ministro da Economia, Paulo Guedes

BRASIL 247  – O governo Jair Bolsonaro planeja revisar quase 2 milhões de benefícios destinados a idosos, pessoas carentes e com deficiência pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As medidas serão tomadas por decreto e por isso não precisam de aprovação do Congresso Nacional.

Calcula-se que essas medidas vão proporcionar uma economia de até R$ 10 bilhões por ano para o governo.

O plano está sendo preparado em conjunto pelos Ministérios da Cidadania e da Economia, conforme reportagem dos jornalistas Fábio Pupo e Thiago Resende, da Folha de S.Paulo.

Um dos alvos do governo é endurecer os critérios para a concessão de um benefício aos pobres, o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

O auxílio, equivalente a um salário mínimo (R$ 1.045), é pago a idosos acima de 65 anos e portadores de deficiência que devem estar dentro de um limite de renda familiar per capita de até um quarto de salário mínimo (ou seja, R$ 261,25), assinala a reportagem.

O governo pretende endurecer também os critérios para a concessão de benefícios a deficientes. Com isso, vai forçar a eliminação de pagamentos a pessoas que forem consideradas por esses novos critérios a voltar ao mercado de trabalho.

De acordo com os cálculos do governo, poderão ser cancelados, com esses critérios mais rígidos, pelo menos 50 mil benefícios por mês.

O governo pretende com a redução de benefícios a idosos e deficientes eliminar despesas para abrir espaço orçamentário no teto de gastos a fim de formatar o programa Renda Brasil.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, do DEM, apoia a revisão no BPC. Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, ele listou uma série de medidas para sustentar o teto de gastos.


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