Brasil

Greve dos metroviários chega ao 3° dia

Pernambuco

09/10/2014


A greve dos metroviários de Pernambuco, iniciada na última terça-feira (7), chega ao seu terceiro dia nesta quinta (9). Em assembleia realizada ontem, e após reunião no Tribunal Regional do Trabalho (RMR), a categoria decidiu manter a paralisação por tempo indeterminado.

Para tentar minimizar os transtornos, o Grande Recife Consórcio de Transporte continua ampliando o número de ônibus nas ruas. O órgão garantiu que 81 veículos a mais do que o usual estão circulando na Região Metropolitana do Recife (RMR), para atender os mais de 400 mil passageiros prejudicados. Mesmo assim, os coletivos continuam chegando às paradas já lotados.

A agente de saúde ambiental, Regilene Mendonça, está gastando o dobro do tempo para seguir de Aguazinha para o Barro durante a greve do metrô. “Normalmente a viagem durava entre 1h20 a 1h30. Agora são 2h a 2h40”, afirmou.
Quanto a questão de segurança, a agente relata que já presenciou algumas situações de violência. “Outro dia na plataforma do Barro uma criança estava pedindo esmola. Quando uma senhora negou o garoto ameaçou jogar uma pedra nela e fugiu pelos trilhos”.
Mesmo assim, Regilene acredita que a categoria poderia resolver o problema internamente, sem prejudicar a população. “Dessa forma acaba expondo os funcionários e usuários”, concluiu.
Daniel Diogo também não concorda com a paralisação. “Greve deveria ser em último caso, porque os usuários sofrem com tudo isso. Tem gente com consulta marcada, que precisa ir ao médico”. O desamassador está gastando 2h para ir de Olinda para Boa Viagem.
Diferente das outras greves, pautadas por questões financeiras, desta vez a categoria resolveu cruzar os braços para cobrar mais segurança nas estações, além de pedir a retirada dos caixas eletrônicos. Os profissionais relatam que diariamente presenciam atos de vandalismo, agressões e até assaltos.
Segundo a Metrorec, os números apresentados pela categoria são exagerados, pois incluem até mesmo os atendimentos a pessoas que passam mal. Ainda conforme o órgão nos últimos dez meses foram registrados entre 30 e 40 roubos e furtos. Já os assaltos, chegam a no máximo 15. Quanto a retirada dos caixas eletrônicos, por conta dos contratos seria impossível realizar agora.

 

(Do Leia Já/iG) 


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