Brasil

Guimarães diz que não haverá anistia aos amotinados e vê Congresso avaliando crime de responsabilidade de Bolsonaro

29/02/2020


Por Walter Santos

EXCLUSIVO – O deputado federal José Guimarães participou neste sábado ao lado do deputado federal Paulo Teixeira de reunião do Partido dos Trabalhadores em Recife e João Pessoa projetando ao final a possibilidade da candidatura do ex-deputado Luiz Couto à Prefeitura da Capital. Na avaliação dele, o governo do Ceará está decidido a não anistiar policiais amotinados e prevê semana quente com o Congresso Nacional avaliando crimes de responsabilidades do presidente Jair Bolsonaro.

Ele revelou à reportagem da Revista NORDESTE que o Congresso Nacional discutirá no decorrer da próxima semana os crimes de responsabilidade cometidos pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, entre eles o vídeo estimulando reações contra o Congresso e STF.

– O Congresso tem muitos assuntos sérios para decidir na proxima semana a partir da derrubada do veto do presidente à emenda impositiva que precisa se efetivar, bem como os vários crimes de responsabilidade produzidos pelo Presidente, logo a consequência de medidas em torno do Impeachment também serão analisados – frisou.

GOVERNOS REAGEM CONTRA MOTIM DE PMs – José Guimarães informou que o governador Camilo Santana com apoio de diversos governadores aprovou medida urgente na Assembléia Legislativa do estado consolidando a punição dos amotinados sem possibilidade de anistia.

– O Governo do Ceará trabalha para resolver o Motim nos próximos dias diante do apoio dos governadores de reforçarem a segurança do Ceará para implodir a crise – disse ele acrescentando “que o presidente Bolsonaro só reagiu renovando a presença das forças federais depois que governadores apoiaram Camilo Santana até enviando tropas, se necessário”.

MORO NADA FEZ – O líder petista comentou que o ministro Sérgio Moro durante todo motim dos PMs no Ceará “apenas foi a Fortaleza fazer uma foto sem se envolver como devido para construir uma solução, pois o Governo conta com vários apoiadores ao movimento militar”.

Para ele, o ministro não se esforça nem age para resolver o problema até pelo envolvimento de agentes do Governo apoiando o motim.


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