Maranhão

Incêndio já consumiu 45% de reserva indígena

Índios e brigadistas do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) – ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) – e da Força Aérea do Chile (FACh) continuam no trabalho de combate ao incêndio florestal na reserva indígena Arariboia, no Maranhão, que já dura mais de 40 dias. De acordo com o Ibama, cerca de 45% (185 mil hectares) dos 415 mil hectares já foram queimados. Ao todo, oito mil índios de 143 aldeias estão ameaçados pelo incêndio.

Com o objetivo de conter os focos de incêndio, 253 pessoas trabalham nas frentes de combate. Dois aviões enviados pela FACh reforçam o trabalho despejo de água misturada a uma substância retardante nas regiões da reserva indígena onde a floresta é mais densa. Oito mil litros da substância já foram utilizados e 14 mil ainda estão no estoque.

A presidente do Ibama, Marilene de Oliveira Ramos Murias dos Santos, comprometeu, nessa quinta-feira (22), em incorporar um grupo de 60 índios chamados de 'guardiões' ao trabalho de fiscalização e combate à ação de madeireiros na reserva indígena.

"Esse compromisso aqui com as lideranças indígenas de ampliação dos guardiões indígenas, que são aqueles que estão presentes aqui no território, todos os dias, que sabem como é a ação desses criminosos, ela vai nos auxiliar muito. Então nós queremos um trabalho integrado e saímos aqui com um compromisso com as lideranças indígenas de incorporar os guardiões ao nosso trabalho de fiscalização permanente", afirmou, conforme relato do G1.

"A ação de suporte de fiscalização que nós colocamos aqui durante as ações de combate ao incêndio florestal na terra Arariboia irritaram grupos criminosos que atuam aqui na área. Chegaram ao ponto depraticar uma emboscada contra as nossas equipes e atingiu um de nossos agentes", acrescentou.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Maranhão registrou 5.649 focos de incêndio em outubro deste ano, acima da média histórica (1998-2015), que é de pouco mais de cinco mil focos. O Estado é o primeiro no ranking de queimadas em nível nacional. Ao todo, em 2015 já foram registrados 20.984 focos de incêndio no Maranhão.


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