Política

Lula diz que Bolsonaro fingiu infecção por Covid-19 para promover a cloroquina: ‘se comporta como dono da fábrica que faz o remédio’

Ex-presidente disse ainda que a gestão de Bolsonaro durante a pandemia é “irresponsável”

31/07/2020


Na imagem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva

O ex-presidente Lula afirmou, durante entrevista com correspondentes estrangeiros em São Paulo, suspeitar que Jair Bolsonaro “inventou” a infecção pelo novo coronavírus para fazer propaganda da cloroquina. “Acho que Bolsonaro inventou que estava contaminado para poder fazer propaganda do remédio”, disse ele.

“Não sei se ele é sócio, mas se comporta como se fosse dono da fábrica que faz o remédio”, acrescentou.

Lula considera a gestão de Bolsonaro durante a pandemia como sendo “irresponsável”. “Por isso estamos vivendo hoje uma situação gravíssima e não vejo uma saída a curto prazo”, afirmou,segundo reportagem da AFP.

Bolsonaro, de 65 anos, anunciou em 7 de julho ter sido diagnosticado com a COVID-19, e desde então cumpria sua agenda a partir da residência oficial em Brasília, até que no dia 25 afirmou ter testado negativo para a doença.

Durante esse período, ele fez várias aparições públicas nas quais mostrou uma caixa de hidroxicloroquina. Nesta quinta-feira, a Presidência anunciou que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também testou positivo para o novo coronavírus.

Lula, confinado desde março em seu apartamento em São Bernardo do Campo, também questionou na entrevista o relacionamento de Bolsonaro com o mandatário americano Donald Trump.

“Bolsonaro se comporta, o Ministro das Relações Exteriores [Eduardo Araújo] se comporta como um lambe-botas (…)”, afirmou o líder do Partido dos Trabalhadores (PT).

A possibilidade de Trump ser derrotado pelo democrata Joe Biden nas eleições de novembro poderia dar outra perspectiva a alguns aspectos do relacionamento entre as duas maiores economias das Américas, segundo Lula.

“Um novo governo pode mudar o comportamento com o Brasil, para exigir que se respeite a democracia, os Direitos Humanos, [e que se adote] uma política para evitar o desmatamento na Amazônia”, afirmou.


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