Brasil

Namorado de Sara Winter, Geovani Furtado é preso em Brasília

Namorado de Sara atirou fogos de artifício em direção ao presídio e foi detido. Ao chegar na delegacia, foi constatado um mandado de prisão em aberto

17/06/2020


Na imagem a ativista Sara Winter ao lado de seu namorado Giovani Furtado Rodrigues

Jornal de Brasília

Nesta quarta-feira (17), os ativistas do movimento “300 do Brasil” Geovani Furtado e Renan Morais  participaram um protesto em frente à Penitenciária Feminina do Distrito Federal. Durante o ato, eles atiraram fogos de artifício em direção ao presídio, resultando em uma abordagem dos policiais penais que os prenderam na 20ª Delegacia de Polícia (20ª DP) da Polícia Civil (PCDF), no Gama.

De acordo com o delegado-adjunto da 20ª DP Rodney Faria, os dois ativistas foram autuados pela contravenção de trabalho alheio, previsto no Art. 42 da Lei das Contravenções Penais. Giovani foi liberado ao assinar termo circunstanciado. Renan, por outro lado, foi encaminhado à Divisão de Controle e Custódia de Presos.

“Quando eles chegaram aqui, descobri que havia um mandado de prisão em aberto, e foi dado cumprimento”, conta Rodney Faria. O mandado de prisão preventiva de cinco dias foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal em desfavor de Renan no último dia 11, pouco antes da prisão de Sara Giromini.

Giovani Furtado, residente de Porto Alegre, é namorado de Sara Giromini (Sara Winter), líder do “300 do Brasil”. O relacionamento tornou-se público cerca de seis dias atrás. Já o carioca Renan Morais de Souza, auto-identificado como psicólogo e palestrante de desenvolvimento pessoal, é membro ativo do movimento e um dos ativistas investigados pela organização da manifestação anti-democrática do dia 19 de abril, em que manifestantes exigiam a volta do regime militar e do Ato Institucional nº5.

Prisão e transferência de Sara Giromini
Na última segunda-feira (15), Sara Giromini foi presa junto a outros cinco membros do “300 do Brasil”. O mandado de prisão, expedido pelo STF, foi à pedido do Procurador Geral da República Augusto Aras após uma série de ameaças da ativista ao ministro do STF Alexandre de Moraes, que investiga as manifestações do dia 19 de abril e também é o responsável pelo inquérito das Fake News, outra investigação sobre Sara Winter.


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