Negociação bilionária da Braskem com holandesa LyondellBasel em Maceió corre riscos por denúncia ambiental

26/05/2019


Por Walter Santos

O mar não está para peixe para o Grupo Odebrecht fulminada nos últimos anos pela oferação Lava Jato. O último grave problema enfrentado acaba de se instalar na Braskem, principal braço letrolifero do grupo, com a suspensão da unidade em Alagoas para a holandesa LyondellBasel após denúncia ambiental de que a exploração mineral da empresa estava afundando bairros de Maceió, capital do Estado.

Este é o principal tema abordado pelo presidente da Associação Comercial da Bahia, professou doutor Adery Oliveira, em artigo enviado para a Revista NORDESTE.

“ Entretanto, o negócio que parecia ir de vento em popa parece estar ameaçado. Para o Serviço Geológico do Brasil a extração do sal-gema do subsolo estaria causando o afundamento de bairros de Maceió, por alteração da estrutura geológica, e a negociação estaria suspensa até confirmação da veracidade da informação, revela Adery.

Segundo ele” a antiga Salgema está integrada à Braskem, empresa que nasceu na Bahia sendo uma das maiores petroquímicas do mundo, com mais de 40 fábricaa joia da coroa de Odebrecht, e na atual fase ela está sendo vendida à holandesa LyondellBasel, numa transação estimada em R$ 20 bilhões.
Conforme observa, “a notícia não é boa para ninguém, principalmente para o governo alagoano por perder importante receita de tributos com a paralisação das fábricas de cloro-soda, dicloroetano e PVC. A fábrica de PVC de Camaçari também seria afetada e haveria redução do consumo de eteno produzido em Camaçari”.

Para ele, “não se tem certeza do motivo do afundamento e não se pode afirmar que a mineração é a causadora. Se for, há de se encontrar uma solução, reparando-se os danos e modificando-se o projeto de exploração. O que não se pode é perpetrar ações prejudiciais ao negócio antes da fidúcia, deferindo-se aplicação de multas, bloqueio de recursos da companhia e contingenciamento de valores”.

E acrescenta:” essas provisões fragilizam a empresa e retardam a execução das providências que os profissionais da mineração vão apontar como recomendáveis”.


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