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Brasil

10/06/2014


A jornal francês, Lula diz que Brasil “perdeu seu estilo”

Futebol

Em entrevista realizada em março e publicada nesta terça-feira pelo jornal francês L’Equipe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a Seleção Brasileira “perdeu seu estilo” de jogar. Segundo Lula, em bate-papo conduzido pelo ex-jogador Raí, a mudança de estilo é resultado da evolução do esporte, “que se transformou em uma máquina de produzir dinheiro”, privilegiando um jogo físico.

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“Quando o Brasil vai a campo contra a Espanha, conhece os rivais melhor do que suas próprias namoradas. Já não há a timidez que havia antes. O futebol perdeu o tempero, e nós perdemos nosso estilo”, afirmou Lula, 68 anos, presidente do Brasil entre 2003 e 2010.

O ex-presidente afirmou que o Brasil “perdeu um pouco de sua essência”, afirmando ser impossível dizer que o futebol europeu é mais violento que o brasileiro. Como comparação, Lula disse que os jogadores do Bayern de Munique, atual campeão alemão “tratam a bola com o mesmo amor” que os brasileiros.

Fã de futebol, Lula disse que assistirá a cada jogo da Seleção, mas também partidas de outros países. Para ele, embora haja “excesso de confiança”, o Brasil é favorito ao título. “Um País que organiza a Copa do Mundo e que tem os títulos do Brasil é obrigatoriamente favorito”, disse, apontando ainda Alemanha, Argentina, Espanha, França, Itália, Portugal e Uruguai como possíveis campeões.

Os dois rivais sul-americanos ganharam atenção especial. A Argentina pode “chegar longe” se reforçar sua defesa, enquanto o Uruguai pode dar trabalho graças a Luis Suárez e Edison Cavani.

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Daniel Alves sobre jornalistas: "incomodam mais que torcedor"
Protestos

O ex-presidente Lula ainda dedicou parte da entrevista aos protestos sociais no Brasil, iniciados em 2013. Para ele, é preciso que as autoridades mostrem atenção às demandas exibidas pela população.

“É preciso lutar diariamente para melhorar, e as autoridades não devem interpretar equivocadamente a população na rua”, disse Lula. “Temos que colocarmos na cabeça que não podemos solucionar em 20 anos problemas que temos há 500 anos”, completou.

(Terra)

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