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Paraíba

27/04/2015


Ação contra rachas na BR 230 apreende motos, armas e prende quatro pessoas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual e a Polícia Civil desencadearam a Operação Velocidade Limitada II na última sexta-feira(24), na Região Metropolitana de João Pessoa. A ação teve como objetivo desarticular um grupo de motociclistas que praticava rachas na BR 230. Oito motos, três revólveres e uma pistola foram apreendidas. Quatro homens foram presos.
Origem – A prática de rachas não é novidade na Paraíba. Em novembro de 2011, em outra ação conjunta denominada "Operação Velocidade Limitada", foram apreendidos cinco carros de alta performance, usados em competições ilegais.


Riscos – Em outubro de 2013, um empresário paraibano morreu em um acidente na BR 230 quando perdeu o controle de sua motocicleta. A condução em velocidade incompatível foi a provável causa desse acidente. Outros dois acidentes semelhantes, envolvendo motocicletas esportivas, foram registrados em um mesmo domingo de 2015, quando os condutores ficaram gravemente feridos.


Investigações – Os trabalhos de monitoramento tiveram início ainda no ano passado, quando denúncias anônimas chegaram através de ligações para o 191, telefone de emergência da PRF. O setor de inteligência da PRF iniciou a coleta de informações sobre as práticas e seus participantes. Um vasto material audiovisual foi encontrado em redes sociais, postados pelos próprios integrantes do grupo envolvido. Neles é possível verificar a prática de vários rachas.
Flagrante na Semana Santa – Três, dos onze alvos da Operação Velocidade Limitada II, haviam sido anteriormente presos pela prática de racha durante a Operação Semana Santa 2015, realizada pela PRF. Na ocasião, um quarto motociclista fugiu após lançar sua motocicleta contra o policial que realizava a abordagem. Antes do ponto de abordagem, os quatro motociclistas foram flagrados por outra equipe que realizava fiscalização com o uso de radares.


A ação teve início na madrugada da última sexta-feira quando 75 agentes da PRF juntamente com promotores do GAECO e nove equipes da Polícia Civil saíram em direção aos endereços para o cumprimento de onze mandados de busca e apreensão. Um helicóptero da PRF também foi usado na operação. Até o final da manhã, oito motocicletas de alta cilindrada foram apreendidas; sendo: Honda/CBR 1000 RR, Suzuki/Suzuki GSx 1300 R, Kawasaki/Z800, Kawasaki/Ninja Zx10R, Yamaha/YZF R6, Honda/CBR600F, Kawasaki/Ninja Zx10Rabs, além de uma Yamaha/YZF R1, sem registro e parcialmente desmontada.


Quatro pessoas foram presas pelo crime de posse de arma de fogo e munições. No apartamento de um dos suspeitos, foram encontrados um revólver Taurus calibre 38, diversas munições de mesmo calibre e cartuchos deflagrados além de um pente contendo 36 munições não deflagradas de fuzil calibre 7.62, esse de uso restrito.

 

A operação foi dividida em duas fases. Na primeira etapa, na sexta feira, foram executados os mandados de busca e apreensão. A segunda fase foi o monitoramento da rodovia BR230 com a utilização de radares e patrulhamento aéreo, objetivando coibir a prática de racha e flagrar aqueles que teimassem em praticá-la.


Passeio legal – O passeio de motocicletas aos domingos com posterior parada para um café da manhã no Cajá é prática comum, realizada por muitos motociclistas que costumam sair de João Pessoa ao amanhecer, pilotando suas motocicletas adequadamente, respeitando as regras de trânsito e conduzindo de forma consciente. Entretanto, um subgrupo, autointitulado de "299", composto por motociclistas que possuem as motos mais velozes colocava em risco a própria vida e de outras pessoas quando, aproveitando a oportunidade do passeio dominical, realizavam rachas entre os quilômetros 45 e 65 da BR230, pilotando em altíssima velocidade. O número 299 é uma referência ao limite máximo de registro dos velocímetros das motocicletas. Ao atingi-lo e registrá-lo em vídeos, o condutor ganhava prestígio entre os demais integrantes. Todos os alvos da operação integravam esse subgrupo.

WSCOM

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