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Economia

29/02/2016


Ações da Petrobras sobem 6% após acordo de US$ 10 bilhões

A Oi contratou os assessores para reestruturar a dívida de R$ 60 bilhões, segundo informou uma fonte à Bloomberg. Segundo uma pessoa com conhecimento direto do assunto que pediu anonimato porque as discussões são privadas.

A decisão chega após o bilionário russo Mikhail Fridman retirar oferta de ajuda financeira em uma possível fusão entre Oi e TIM Participações (TIMP3, R$ 6,81, -2,25%). A Telecom Italia disse que não quer manter discussões sobre essa possível fusão, segundo Fridman.

A retirada da proposta encerra 4 meses de negociações e deixa a Oi sem alternativa a não ser tentar reestruturar seu endividamento, o maior entre as empresas de telecomunicações do País.

A Oi tem US$ 4,5 bilhões em dívidas vencendo no fim de 2017 e seu elevado nível de queima de caixa vai tornar mais difícil para a Oi obter empréstimos e pagá-los, disse Robert Jaeger, analista do Societe Generale, em Londres. A Oi não quis comentar, segundo mensagem por e-mail de sua assessoria de imprensa.

A companhia foi rebaixada de BB para B pela Fitch Ratings e de BB- para B+ pela Standard & Poor's.

11h22: Braskem (BRKM5, R$ 25,15, +0,84%)

A Citi Corretora elevou o preço-alvo das ações da Braskem de R$ 30,50 para R$ 34,50, reiterando recomendação de compra. Os analistas esperam por um forte rendimento de fluxo de caixa nos próximos anos guiando as ações para cima, com o início dos novos projetos no México esse trimestre e os 'spreads' de polímeros a favor dos produtores de nafta.

11h16: JBS (JBSS3, R$ 11,34, +1,43%)

As ações da JBS viraram para alta após cair 3% nesta manhã, repercutindo questionamentos pela Receita Federal sobre a operação que uniu os dois maiores frigoríficos do País, o Bertin e o JBS (JBSS3), dono da marca Friboi, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Para o Fisco, a estrutura societária do negócio, que ajudou a criar a maior empresa de proteína animal do mundo, em 2009, foi "fraudulenta". O caso está destrinchado em um procedimento fiscal feito em uma das empresas do grupo Bertin, que foi autuado em R$ 3 bilhões, em impostos e multas. Apesar de a Receita se preocupar em cobrar tributos, ela aponta outras irregularidades. Houve a transferência, a "preço vil", de participações para um investidor desconhecido. Os acionistas minoritários também foram prejudicados.

As irregularidades, avalia a Receita, foram possíveis graças a uma estratégia particular. Apesar de sempre se falar em fusão, o JBS comprou o Bertin, diz a Receita. A aquisição ocorreu com uma troca de ações, sendo que os Bertin entregaram as suas para a holding da JBS – mas de maneira indireta. No negócio, o Bertin foi representado por um fundo de investimento, o FIP Bertin.

Ao ser criado, o patrimônio do fundo tinha ações do Bertin e era controlado pela família Bertin, que detinha 100% das cotas. O Fisco apurou que, cinco dias antes do negócio, um novo cotista entrou no fundo: a Blessed, empresa de Delaware, um paraíso fiscal nos Estados Unidos, cujos sócios estão em Porto Rico e nas Ilhas Cayman.

A Blessed ficou com 67% das cotas, que valiam cerca de R$ 3 bilhões, por US$ 10 mil. Ou seja: na largada, os Bertin aceitaram ser minoritários em seu próprio fundo por uma "bagatela", diz o Fisco. Menos de um ano depois, houve nova cessão de cotas, por R$ 17 mil. A Blessed hoje tem 86% do fundo, e ainda faz parte do grupo JBS com o nome de Pinheiros.

O gestor até 2012 era o Citibank, que por ter participado "bovinamente" das operações, diz o Fisco, é solidário na multa. O Citi entrou na Justiça para tentar reverter as transferências das cotas e aliená-las, no caso de ter de assumir a multa. Procurado, não se manifestou.

A Receita é enfática: graças ao fundo "ocorreu a mais explícita fraude combinada entre os dois grupos". Houve "a entrada fictícia" dos Bertin na sociedade, pois eles "nunca tiveram ações da JBS"; sonegação, porque o fundos têm tributação inferior e diferenciada (que resultou na multa para o sócio que deveria ter pago os tributos, o Bertin), e por fim, afetou os minoritários.

11h08: Petrobras (PETR3, R$ 7,33, +6,39%; PETR4, R$ 5,15, +5,75%)

As ações da Petrobras disparam, acompanhando a alta do petróleo e assinatura na sexta de um termo de compromisso com o banco chinês China Development Bank (CDB) para financiamento de US$ 10 bilhões. Lá fora, o preço do petróleo Brent subia 1,88%, a US$ 35,76 o barril.
Segundo o Santander, o financiamento obtido com o banco chinês deve cobrir as necessidades de capital da Petrobras para 2016 (apesar de não alterarem o valor patrimonial da companhia), aliviando suas pressões de liquidez no curto prazo e a necessidade de infusões/aumentos de capital no futuro próximo". Já o Itaú BBA espera reação positiva ao anúncio "devido ao risco reduzido de um aumento de capital"; "este financiamento reduz significativamente a pressão de fluxo de caixa e adia um possível aumento de capital/apoio do governo".

Nesta manhã, por sua vez, foi reportado a produção de petróleo e gás natural em janeiro da Petrobras no Brasil. A produção caiu 7,1% ante o mês anterior, para de 2,47 milhões de barris (boed), devido principalmente a paradas programadas para manutenção em algumas plataformas com elevada produção, informou a empresa nesta segunda-feira. Já a produção média de petróleo no país no mês passado foi de 2 milhões de barris por dia (bpd), o que indica redução de 8,2% ante dezembro e queda de 8,7% ante janeiro de 2015, segundo dados da Petrobras.

10h52: Cia Hering (HGTX3, R$ 13,25, +2,71%)

A Cia. Hering vai ampliar produção local e prevê demissões, segundo informações doValor Econômico. Recentemente, a Hering fechou uma confecção em Ibirama (SC). A expectativa é gastar, para enxugar sua estrutura neste ano, o mesmo patamar ou até mais que os R$ 7 milhões aplicados em 2015.

10h50: Embraer (EMBR3, R$ 30,19, +1,62%)

A Republic Airways possuía encomendas remanescentes de 24 jatos E175 da Embraer quando pediu recuperação judicial nos Estados Unidos na semana passada, disse a fabricante de aeronaves brasileira no domingo. A Embraer já havia entregado quatro jatos E175 à companhia aérea norte-americana de um total de 28 encomendas firmes. As 24 restantes tinham entrega programada para entre agosto de 2016 e dezembro de 2017.

A Embraer disse estar esperando para ver como a reorganização procederá para determinar como a situação afetará as encomendas restantes. "Apesar da recuperação judicial, a Republic continua a operar normalmente, como é o caso com outras aéreas que passaram pelo processo no passado", afirmou a Embraer em comunicado.

Para a Citi Corretora, assumindo um caso extremo em que a companhia não consiga vender para outra empresa os jatos E175 da Republic Airways, o Ebitda da empresa cairia potencialmente de US$ 921 milhões para US$ 863 milhões este ano e de US$ 977 milhões para US$ 933 milhões em 2017. As entregas para a Republic Airways representariam 12% da receita consolidada de 2016 e 8% de 2017.

10h45: M.Dias Branco (MDIA3, R$ 62,66, -0,54%)

O lucro líquido da M. Dias Branco somou R$ 122,7 milhões no quarto trimestre, queda de 29% na comparação anual, disse a empresa em comunicado ao mercado. A receita líquida subiu 2,9%, somando R$ 1,199 bilhão. Já o Ebitda foi de R$ 133,3 milhões, queda de 29%, enquanto a margem Ebitda foi de 11,1%, com queda de 4,9 pontos percentuais em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Segundo o BTG Pactual, o resultado foi fraco e abaixo do esperado, com destaque para a queda do Ebitda e do volume de vendas. "Mesmo a companhia vendendo produtos básicos como massas tem sofrido, provando a forte desaceleração do país", afirmam os analistas.

10h42: Marfrig (MRFG3, R$ 6,04, +1,17%)

A Marfrig sobe após divulgação de balanço. A companhia encerrou o 4° trimestre com prejuízo líquido de R$ 194 milhões, reduzindo o prejuízo de R$ 285 milhões registrado no mesmo período do ano anterior por conta de melhora operacional e redução de resultado financeiro negativo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 527 milhões no período, avanço de 19,4% na comparação anual. Em pesquisa da Reuters, analistas não tinham um consenso sobre o resultado líquido da empresa, com previsões indo de prejuízo de R$ 80 milhões a lucro de R$ 107 milhões. A expectativa média para o Ebitda era de R$ 528 milhões.

A receita líquida consolidada subiu 18,5%, para R$ 5,2 bilhões, com a valorização do dólar impulsionando as receitas das unidades internacionais e das exportações a partir do Brasil. Da receita total, 59% veio das operações internacionais, compostas pelas unidades Keystone e Beef Internacional. Além disso, 80% do faturamento está atrelado a outras moedas que não o real.

10h40: Gol (GOLL4, R$ 2,39, +10,14%)

Novamente operando entre leilões, as ações da Gol seguem rali de sexta-feira, entre proposta para o aumento da participação do capital estrangeiro nas empresas aéreas brasileiras de 20% para 49% e anúncio de compra antecipada de bilhetes aéreos pela Smiles no montante de R$ 1 bilhão. A notícia, que foi divulgada ao mercado minutos antes do fechamento do pregão da última sexta-feira, provocou forte queda das ações da Smiles (SMLE3, R$ 27,30, -0,44%), que fecharam em desvalorização de 3,45%, a R$ 27,42. Hoje, os papéis seguem em leves perdas. As ações da Gol, por sua vez, acumulam ganhos de 28% nos últimos 2 pregões.

Segundo o BTG, a compra antecipada pela Smiles parece positiva para a Gol, uma vez que a medida reforça sua posição de liquidez a um custo razoável (mercado de crédito mais desafiador e alavancagem mais alta desde a última emissão de dívida).

A compra de bilhetes antecipada pela Smiles se dará em tranches, iniciando-se por um desembolso pela empresa de milhagens de R$ 376 milhões, que estará disponível a partir da data de fechamento da operação. Os demais desembolsos estão condicionados a determinadas medidas de fortalecimento da liquidez da VRG. Os desembolsos a serem feitos pela Smiles serão regidos pelos acordos já existentes entre as companhias e serão remunerados a uma taxa mínima de 132% do CDI, podendo ser aumentada de acordo com as condições de mercado em cada data de desembolso. A Smiles terá assegurada determinadas medidas para fortalecer sua competitividade pelo prazo de tais desembolsos.

No mesmo fato relevante, a Gol aproveitou para anunciar que deve reduzir o número de pousos e decolagens em 6% esse ano, retirando 7 destinos da malha; está devolvendo 5 aeronaves sob leasing financeiro; e revisou o cronograma de recebimento de novas aeronaves nos próximos 2 anos (será somente uma). Para o BTG, as notícias são positivas para a companhia (liquidez + racionalidade de capacidade), mas os analistas seguem cautelosos com o case.

10h32: Prumo (PRML3, R$ 8,30, -10,75%)
Os controladores da Prumo estão avaliando se irão recorrer ao colegiado da CVM após a autarquia negar ampliação de prazo para pedido de oferta. Se o controlador não recorrer no prazo de 15 dias, a oferta pública para fechamento de capital não ocorrerá no formato atual. A realização da OPA também está sujeita à aprovação por determinados credores.

"A companhia tem se dedicado às negociações em andamento com seus credores para, entre outras questões, obter a aprovação necessária para a operação. Infelizmente, são negociações complexas e ainda não foram concluídas", diz o comunicado. "Sem as aprovações necessárias, não foi possível protocolar tempestivamente o pedido aprovação do registro da OPA perante a CVM", informou.

10h30: Siderúrgicas

Seguindo o bom humor do mercado, as ações das siderúrgicas sobem nesta segunda-feira, com CSN (CSNA3, R$ 5,17, +3,40%) , Gerdau (GGBR4, R$ 3,58, +2,58%), Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 1,17, +1,74%) e Usiminas (USIM5, R$ 0,91, +2,25%).
No radar do setor, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo, o governo rechaça, por ora, o aumento de imposto de importação de aço. Mas concorda em adotar medidas de proteção, como antidumping e salvaguarda. Também pretende aumentar o crédito disponível às empresas de siderurgia.

Além disso, sobre CSN, voltaram a sair notícias sobre a venda do Porto de Sepetiba (estima-se que a companhia possa levantar cerca de R$ 1,2 bilhão). Segundo o BTG Pactual, a notícia é positiva, mas não resolve o problema de alavancagem da companhia. "Acordo pequeno comparado com o que precisa ser feito", disseram os analistas do banco. Eles seguem com "venda" no papel, com a alavancagem (medida pela dívida líquida/Ebitda) indo para cima de 7 vezes, ainda sem visibilidade de quando a empresa para de queimar caixa estruturalmente.
Já a Gerdau informou que as demonstrações financeiras padronizadas referentes ao exercício de 2015 da Metalúrgica Gerdau e da Gerdau, originalmente programadas para 01 de março de 2016 no calendário anual de eventos corporativos, serão postergadas para 15 de março de 2016. A postergação é importante para que a companhia analise os autos que envolveram a Gerdau na recente fase da Operação Zelotes.

10h15: Vale (VALE3, R$ 11,26, +2,45%; VALE5, R$ 8,21, +1,49%)
As ações da Vale seguem otimismo do mercado interno após a China anunciar corte do seucompulsório em 0,5 ponto percentual, compensando decepção com a reunião do G-20. O cenário internacional ofusca preocupações com as notícias que saíram sobre a mineradora. Acompanham o movimento as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 3,95, +0,77%), holding que detém participação na Vale.

Na sexta-feira, a Moody's retirou o selo de boa pagadora da Vale, rebaixando sua nota de crédito para "Ba3", ante "Baa3", com perspectiva negativa. A revisão foi justificada por expectativa de desempenho mais fraco da companhia nos próximos 12 meses em meio à queda nos preços do minério de ferro e dos metais básicos. A Moody's explicou que não vê perspectiva de recuperação significativa dos preços do minério de ferro e de metais básicos antes de 2017.

Segundo o BTG Pactual, a revisão em si não é uma novidade, já que o mercado antecipava esse movimento, mas chamou atenção a agressividade do corte (em 3 notas). O banco ressaltou que a venda de ativos da mineradora segue no radar, mas a sua execução e valuation das vendas serão críticos. Os analistas seguem acreditando que o preço do minério de ferro não se sustenta nos níveis atuais, levando-os a continuar cautelosos com o case.

O BTG também comentou um possível acordo entre o governo e Samarco, BHP e Vale que pode ser fechado ainda hoje. Segundo os headlines, a Samarco se compromete a pagar R$ 2 bilhões neste ano, R$ 1,2 bilhão em 2017 e R$ 1,2 bilhão em 2018. Ao longo dos sete anos seguintes, os valores adicionais a serem contribuídos seriam definidos por um conselho do qual farão parte a Samarco, o Ibama e o Ministério Público.

"Mesmo sem valores oficiais, os valores discutidos nas matérias parecem menores do que os R$ 20 bilhões divididos em 10 anos que se comentavam antes e a Samarco aparece como responsável por todo o montante (não há menção de necessidade de aporte da Vale/BHP ou capitalização da Samarco). O fechamento de um acordo poderia aumentar a chance da Samarco voltar a operar eventualmente, na nossa visão). Parece uma boa noticia dado todas nossas preocupações em relação ao case", afirma o BTG.

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