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Brasil

16/02/2014


Aliados admitem renúncia de Eduardo Azeredo

MENSALÃO TUCANO

A renúncia ao mandato de deputado pode ser a saída jurídica para o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG) se livrar do julgamento do mensalão mineiro no Supremo Tribunal Federal e produzir, como efeito colateral, o “arquivamento” na Corte do Supremo Tribunal Federal (STF)da ação com potencial de constranger a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República.

Ao contrário de casos decididos no passado, em que parlamentares renunciaram em vão às vésperas do julgamento pelo STF, a decisão de Azeredo ocorreria com meses de antecedência e antes de o processo estar pronto para votação. Essa combinação processual é vista como uma “janela de oportunidade” jurídica e política entre os tucanos.

Com a eventual renúncia, o STF terá de decidir se mantém o processo sob seus cuidados ou se o encaminha para a primeira instância. A análise de casos já julgados pelo Supremo e manifestações recentes de alguns ministros mostram que há grande chance de a ação seguir para a Justiça mineira. Nessa hipótese, com a demora do processo, os crimes fatalmente prescreverão.

Parlamentares que conversaram com Azeredo ao longo da semana passada relatam sua desilusão com a vida pública. O tucano afirma que não gostaria de encerrar sua carreira política condenado à prisão pelo Supremo. O procurado geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o deputado seja condenado a 22 anos de prisão pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro por participar de desvio de recursos públicos para sua campanha à reeleição ao governo de Minas em 1998. Azeredo tem 65 anos e foi prefeito de Belo Horizonte, governador e senador antes de chegar à Câmara.

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