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Brasil

03/07/2017


Após quatro dias internado, Joesley Batista deixa hospital em São Paulo

O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS , recebeu alta pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo, nesta sexta-feira (30), quatro dias depois de ter sido internado em decorrência de fortes dores no nervo ciático. A assessoria de imprensa do hospital informou sobre a liberação apenas nesta segunda-feira (3).

A JBS, porém, não confirmouse ele está em São Paulo ou já saiu da capital paulista após a alta do hospital. No Brasil desde o dia 11 de junho, Joesley Batista havia deixado o País em um avião particular depois da divulgação de gravações feitas por ele de uma conversa que teve com o presidente da República Michel Temer. Assim, permaneceu por quase um mês vivendo no exterior.

Depoimento-bomba

Os irmãos Batista fizeram um acordo de delação premiada, e seus depoimentos acabaram motivando o oferecimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer pelo crime de corrupção passiva.

No dia 16 de junho, foi publicada uma entrevista da revista “Época” com o empresário, um dos proprietários do grupo J&F, controladora da JBS. A conversa revela mais sobre como o executivo tratava as propinas com Michel Temer (PMDB), o qual se refere como “o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do país, Eduardo Cunha e Lúcio Funaro.

A publicação da revista detalhou como era a relação do empresário com Temer desde o início em 2009, 2010, quando se conheceram por meio do ex-ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, que atuou durante os governos de Lula e Dilma. Segundo o executivo, nunca houve um laço de amizade, e sim “institucional”.

Para ele, o presidente o via como um empresário que “poderia financiar as campanhas dele e fazer esquemas que renderiam propina”. Mesmo com a distância afetiva, Batista afirmou que sempre teve total acesso a Temer, os dois sempre se ligavam e trocavam mensagens para marcar encontros para conversar sobre interesses políticos, pedidos de favores ou solicitar informações.

Organização criminosa 

Ao dizer que Temer era o “chefe da quadrilha”, Joesley Batista afirma que os peemedebistas Eduardo Cunha, Eduardo Henrique Alves, Geddel Vieira Lima, Padilha e Moreira Franco eram os membros da “organização criminosa”. “Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo a meia distância: nem deixando, eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais”, declarou.

iG

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