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Bahia

27/09/2019


Artistas da África do Sul pintam muros de instituições públicas

Os muros do Colégio Estadual Edvaldo Brandão Correia, em Cajazeiras, e do Cine Teatro Lauro de Freitas receberam intervenções de artistas africanos que vieram ao Brasil para participar da 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea. A ação é uma iniciativa da Secretaria de Cultura do Estado (Secult), em parceria com o Ministério de Artes e Cultura da África. O trabalho foi iniciado na segunda (23) e termina nesta sexta-feira (27), já que os artistas retornam à África do Sul no início da próxima semana.
Na instituição de ensino, o artista visual Khaya Witbooi conversou com os estudantes e exibiu sua produção durante aula da disciplina de Artes. “É um prazer estar aqui com esses jovens, mostrando para eles que é possível chegar longe com o nosso trabalho. Os adolescentes são como esponjas que absorvem tudo. Mostrar para eles bons exemplos e a como usar a arte para construir um futuro é um momento único para mim”, revelou.
O estudante Bruno Ricardo destacou a troca de conhecimento com o artista. “O meu contato com a arte começou com a poesia. O que me interessou no trabalho do Khaya é a suavidade com a qual ele pinta e as influências e referências que ele utiliza para pintar. É uma ação muito válida e ainda mais por ser o nosso primeiro contato com uma pessoa da África, continente onde estão as nossas raízes”.
Já no Cine Teatro Lauro de Freitas, equipamento cultural administrado pelo Governo do Estado, a intervenção artística é realizada na entrada do local por três artistas sul-africanos. A coordenadora do espaço, Cleide Queiroz, revelou que o trabalho tem despertado o interesse de outros artistas do município e moradores em geral. Na quarta-feira (2) será feita a entrega oficial das obras no Cine Teatro.
“Em Lauro de Freitas, nós temos comunidades remanescentes de quilombos e o trabalho que está sendo realizado combina muito com o município. Foi uma escolha acertada e que tem tido um impacto forte e positivo na cidade. Todos os dias temos artistas locais que vêm fotografar e acompanhar essas intervenções dos artistas sul-africanos”, disse Cleide Queiroz.


Revista NORDESTE

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