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Bahia

06/12/2016


Atleta do Instituto de Cegos da Bahia concorre ao Prêmio Paralímpicos 2016

O jogador de Futebol de 5 do Instituto de Cegos da Bahia, Jeferson Gonçalves, o Jefinho, é o único baiano a concorrer ao Prêmio Paralímpicos, na categoria "Melhor Atleta Masculino".

O público poderá escolher seu favorito pelo site do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) até AMANHÃ (07), quando os vencedores serão divulgados na festa da premiação, no Rio de Janeiro.

Nascido em Candeias, no interior do estado, o camisa 7 da seleção brasileira da versão do esporte para deficientes visuais ajudou o país a conquistar seu tetracampeonato na Paralimpíada do Rio 2016, que aconteceu em setembro deste ano. Em virtude disso, Jefinho também foi eleito, na última quarta-feira, 28, um dos dois melhores atletas da modalidade neste ano.

Jefinho perdeu a visão aos sete anos, devido a um glaucoma. Aos 12, entrou para o time do ICB – Instituto de Cegos da Bahia – e foi considerado revelação, tanto que dois anos depois estreou com a camisa da seleção brasileira. Em 2010, foi eleito o melhor jogador do mundo.

Pela seleção brasileira, o atacante já conquistou o Mundial da IBSA (sigla em inglês da Federação Internacional de Esportes para Cegos), na Inglaterra, em 2010, e no Japão, em 2014; os Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, em 2011, e Toronto, em 2015; e a Copa América da IBSA, realizada na Argentina em 2009 e 2013.

Desde que o futebol de 5 estreou nas paralimpíadas, em Atenas, na Grécia, em 2004, o Brasil nunca perdeu um jogo sequer. Jefinho participou das competições em 2008, 2012 e 2016, trazendo o ouro para a Bahia todas as vezes.

História

O ICB foi inaugurado, oficialmente, no dia 30 de abril de 1933, em um casarão doado pelo então prefeito, Americano Costa, no bairro do Barbalho, centro de Salvador. Idealizada pelo professor Alberto de Assis, a organização surgiu da vontade de amparar deficientes visuais que viviam pelas ruas da capital baiana sem qualquer tipo de assistência. 

No início, aqueles que iam ao ICB em busca de instrução viviam no local com suas famílias em regime de internato e garantiam seu sustento trabalhando na confecção de vassouras. 

Em 1937, foi criada uma escola preparatória até o 5º ano do antigo curso primário. Se o aluno quisesse continuar os estudos, tinha que ir para o Instituto Normal, atual Instituto Central de Educação Isaías Alves Geral (ICEIA). Funcionou assim até 1959, com a construção de um novo prédio, em terreno situado no fundo da sede principal, com acomodações mais amplas e confortáveis.

Quando a inclusão social se tornou responsabilidade da Secretaria de Educação do estado, em 1961, as crianças que não enxergavam começaram a ser alfabetizadas e integradas às classes regulares, o que ainda prevalece.

Já em 1998, com a criação do Centro de Intervenção Precoce (CIP), bebês que apresentassem problemas de visão poderiam ser atendidos, pela primeira vez, logo após o nascimento. Hoje, além do CIP, o Instituto também atua por meio de mais quatro divisões – os Centros de Educação Complementar (CEC), Tecnologia da Informação (CETIN), Apoio Terapêutico (CAT) e Centro Médico Oftalmológico (CMO). Para saber mais sobre a história e o trabalho do ICB, acesse o site do ICB.

Colaboração

Qualquer pessoa, em qualquer época do ano, pode ajudar o Instituto de Cegos da Bahia, mas poucos sabem disso. A colaboração pode ser financeira, através do site do ICB, ou por depósito em conta (ver dados abaixo). Há, ainda, a possibilidade de doar produtos – em bom estado de conservação – para a realização de um brechó. Neste, o dinheiro captado será todo revertido para a instituição. Mais informações pelo telefone (71) 3017-1800.

Dados bancários:

Banco Bradesco

Agência: 3662-5

Conta corrente: 11305-0

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