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Brasil

13/03/2014


Avião é impedido de decolar e passageiros reclamam de descaso

Ontem (12), o voo da linha aérea TAM que iria decolar de Santiago, no Chile, em direção a São Paulo teve problemas antes da decolagem. A turbina da aeronave foi danificada pouco antes de levantar voo e as autoridades chilenas proibiram a decolagem. Passageiros ficaram esperando informações durante quatro horas antes da companhia decidir que todos deveriam desembarcar.

“Depois que todos estavam a bordo, foi ouvido uma forte pancada na aeronave. Minutos depois abriram as portas e a equipe do comandante desceu. Começou a surgir boatos dentro do avião e as pessoas foram perguntando o que estava acontecendo. Uma hora depois, veio a informação que a aeronave estava sendo inspecionada, mas que era um procedimento de rotina. Pediram que os passageiros ficassem tranquilos que em 15 minutos embarcariam para o Brasil. Mas, se passaram mais de uma hora e meia”, conta a editora da Revista Nordeste, Rivânia Queiroz, que estava no avião.

“A tensão se deu quando retiraram uma ministra da Alemanha que estava na primeira classe. Uma passageira viu e exigiu tratamento igualitário. Ela saiu da aeronave e a segurança tentou detê-la. Começou uma confusão grande. Um repórter da Record estava no avião e começou a gravar tudo. Depois de uma forte pressão dos passageiros, uma equipe entrou no avião e autorizou o desembarque. Ao descer do avião, a TAM não se pronunciou. Ficamos todos a ver navios. Esperamos por uma informação no guichê da empresa por mais cinco horas e a única coisa que disseram foi que iam nos dar um tíquete pra comer”, revela Rivânia. 

A editora, que embarcou no voo com os outros passageiros de 15:30h, conta que a companhia só ofereceu uma hospedagem em um hotel em Santiago de madrugada. “Meia noite resolveram nos trazer pra o hotel Sheraton de Santiago. Mas o pior estava por vir: nos colocaram num ônibus quebrado. Demorou para pegar e veio se arrastando.O motorista sequer sabia onde estava nos levando. Eles embarcaram alguns passageiros de forma aleatória, sem o menor critério. Tinha grávida, doentes, crianças, idosos. Todos em pé, chorando, implora respeito”, desabafa.

Até agora nenhuma informação foi dada aos passageiros, entre eles integrantes da equipe de Dilma Roussef, que foram acompanhar a presidenta na transmissão de cargo da presidência da república chilena.
 

(da Redação)

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