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Brasil

26/03/2014


Bancada baiana do PDT se encontra com a direção nacional do partido

Bahia

Após o desfecho considerado por muitos como traumático, com a definição do deputado federal João Leão (PDT), como vice de Rui Costa, ao governo, o PDT, partido que disputava a posição, tendo o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, como postulante, vai sentar com a direção nacional para debater o posicionamento para a eleição de outubro.
Um dos focos de interesse é a incógnita sobre a decisão de Nilo, que já recebeu convites de lideranças da oposição no estado, o presidente do PMDB na Bahia e pré-candidato na sucessão, Geddel Vieira Lima, o presidente do DEM no estado, Paulo Azi, e a pré-candidata e dirigente do PSB, senadora Lídice da Mata, para compor a chapa majoritária.
O encontro será hoje, às 9h, em Brasília, com a coordenação do presidente nacional do PDT, o ex-ministro Carlos Lupi, e com a participação dos deputados estaduais e federais do partido na Bahia. Conforme o presidente estadual, deputado federal Félix Mendonça Jr., o partido quer unificar a decisão sobre o processo eleitoral. “Não digo que não exista opiniões divergentes, mas não existe divisão dentro do partido. Vamos sair da reunião com um único posicionamento para as eleições de 2014. Vamos discutir a situação da Bahia e o que vamos fazer”.
Questionado sobre a mágoa de Nilo e as consequências, o líder pedetista deixou claro que não haverá desacordos, como insinuou a senadora Lídice da Mata, em recente entrevista ao considerar a possibilidade de alguns pedetistas apoiarem a sua candidatura, mesmo que essa não seja a decisão do PDT. “Se decidirmos apoiar Rui, Marcelo Nilo vai acompanhar porque ele é uma pessoa partidária”, enfatizou. Sobre a cogitada hipótese de ir para oposição ou para o PSB, Félix frisou: “Todas as chances existem em política”, disse. Segundo ele, houve conversas, mas apenas informais.
Nilo reforçou que a reunião vai singularizar as posições. “O partido está unido e vou seguir o que for decidido”. Indagado se seguiria o apoio a Rui, ele hesitou. “Eu prefiro aguardar. Minha posição pessoal é decidir depois da Copa do Mundo, mas se o partido decidir antes, vou ter que decidir”, afirmou. 

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