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Alagoas

21/11/2017


Bancada federal de AL recebe R$ 2,8 mi em reembolso

Os nove deputados que formam a bancada federal alagoana na Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), já receberam este ano pouco mais de R$ 2,8 milhões em reembolso de despesas diversas, como locação de veículos, alimentação, telefone e até material de escritório. De acordo com o resumo de verbas e cotas parlamentares divulgado pela própria Câmara, o campeão em gastos desta natureza, até o momento, é o suplente de deputado Nivaldo Albuquerque (PRP), com R$ 411.912,01. Ele está no exercício do cargo em função do licenciamento de Maurício Quintella (PR), que deixou a função para assumir o Ministério dos Transportes.

Na sequência da lista de gastos com valores reembolsáveis vem o deputado Paulão (PT) com R$ 388.576,69; João Henrique Caldas (PSB) com R$ 382.337,58; a também suplente no exercício do cargo, Rosinha da Adefal (Avante) com R$ 374.070,53 (ela está no cargo do ministro do Turismo, o deputado alagoano Marx Beltrão); Ronaldo Lessa (PDT) com R$ 360.966,70; Cícero Almeida (PMDB) com R$ 271.998,47; Givaldo Carimbão (PHS) com R$ 237.425,67; Arthur Lira (PP) com R$ 212.548,12 e por último Pedro Vilela (PSDB) com R$ 112.720,23.

Para o cidadão brasileiro, saber quanto paga para manter os poderes constituídos é tarefa difícil. Mesmo com ferramentas obrigatórias como o portal da transparência, na internet, é bastante complicado entender como funciona os orçamentos, notadamente para as casas legislativas. Com isso, o discurso de que se gasta muito com privilégios ganha destaque de um modo geral e chega a ser reconhecido até mesmo pelos próprios políticos, mas, na prática, a situação permanece da mesma forma e as somas crescem a cada ano.

Enquanto que o governo federal age para reduzir benefícios dos menos favorecidos da população, como o valor do salário mínimo para 2018, que foi reduzido em R$ 4 e até então está previsto em R$ 965,00, as câmaras federal, estadual e municipal buscam manter seus privilégios e ampliar seus duodécimos – valor anual repassado aos poderes. Para se ter uma ideia, somente com o Congresso Nacional, que reúne a Câmara e o Senado Federal, o orçamento para este ano foi de R$ 10,2 bilhões. De acordo com o site Contas Abertas, para manter as duas casas em funcionamento o brasileiro paga R$ 28 milhões por dia.

Brasil 247

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