menu

Política

15/09/2017


Bolsonaro diz a policiais: “Se preciso for, que mate”

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) prometeu que dará mais “segurança jurídica” aos profissionais de segurança pública caso seja eleitor presidente em 2018. Apesar de pontuar que não está em campanha pelo país, o pré-candidato também disse que não vai punir os policiais que matarem, destacou que pretende fomentar a atuação de órgãos que defendem os direitos humanos e chegou a chamar quem trabalha na área de “canalhada”.

“Se eu chegar lá, soldado meu que vai a guerra não senta no banco dos réus. Se o Estado bota um arma na cintura de vocês ou um fuzil no peito é para usá-lo. Uma vez usando, você responde, mas não tem punição. Vamos ampliar a retaguarda jurídica para segurança pública, para que homens e mulheres possam trabalhar. E, se preciso for, que mate”, disparou ao discursar em Belo Horizonte para simpatizantes nessa quinta-feira (14).

“Deixo bem claro, essa canalhada dos direitos humanos não vão ter um centavo via ONG, para viver em cima da violência e de nós, cidadãos de bem”, acrescentou. Bolsonaro declarou também que ele “respeitará as minorias, mas quem mandará será a maioria”.

O parlamentar disse que tem “o sonho de fazer o melhor pelo Brasil” e pontuou que a “honestidade é obrigação de cada um”. “Temos tudo para ser uma grande nação, não temos ainda quadro político à altura do povo brasileiro, mas teremos isso a partir de 2019”, frisou. “Não aceitaremos a corrupção como algo obrigatório para o Estado e nem os conchavos”, complementou.

O presidenciável esteve na capital mineira para lançar seu livro: “Bolsonaro, mito ou verdade”. Durante o discurso, ele adiantou ainda que fará uma viagem para os Estados Unidos (EUA) onde encontrará com as “principais lideranças políticas do país”. Segundo ele, caso seja eleito fará parcerias com países como EUA, Coreia do Sul, Israel e Japão.

Notícias relacionadas