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24/07/2019


Bolsonaro resgata Macartismo à lá brasileira e amedronta setores organizados da sociedade

O blog de Walter Santos traz uma nova abordagem sobre a paranóia do presidente Jair Bolsonaro anticomunista que lembra a campanha do Macartismo nos Estados Unidos nos anos 50 do século passado.

Leia:

Bolsonaro resgata Macartismo à lá brasileira e amedronta setores organizados da sociedade

O Brasil precisa se advertir e reagir com sabedoria a um novo processo politico-ideológico em curso conduzido pessoalmente pelo presidente Jair Bolsonaro, em nome da ultra-direita e milicianos brasileiros, cuja paranóia anticomunista já invade instituições e setores organizados que fazem lembrar os tempos do Macartismo nos EUA durante os anos 50 do século passado.

Esta postura ameaçadora pode ser mensurada pela invasão por três policiais rodoviários federais em reunião privada de professores em Manaus às vésperas de viagem de Bolsonaro ao Estado.

É que os professores tiveram sua privacidade invadida sabendo-se que ali se articulava uma manifestação certamente contra diversas políticas do presidente, inclusive no caso da Amazônia.

A democracia permite a contestação pacifica contra retrocessos e conquistas sociais.

AVANÇO DA ULTRADIREITA

O caso é grave porque são vários os antecedentes envolvendo até a Policia Federal invadindo universidades federais, como aconteceu em Minas, até a morte /suicídio de ex-reitor de Santa Catarina tempos depois com a comprovação de sua inocência.

E este movimento só não está mais avançado porque há forças e setores resistindo aos desmandos ideologizados em nome do desmonte de conquistas.

O QUE É O MACARTISMO

É evidente que esta expressão deriva do nome do ex-senador norte-americano Joseph McCarthy por ter sido criador, na década de 1950, a política anticomunista que ficou conhecida como tal.

É que, com o fim da segunda Guerra Mundial, em 1945, o mundo ficou dividido entre capitalismo e comunismo representado pelos Estados Unidos e Rússia levando a história a conviver com a Guerra Fria.

Aliás, Donald Trump trouxe à baila o confronto novamente querendo intervir na cena global colocando o Brasil em papel tarefeiro na América do Sul com Bolsonaro cumprindo esta deprimente conduta.

NÃO HÁ COMUNISMO

É preciso ter sabedoria e capacidade para encarar e buscar alternativas à expansão do retrocesso na sociedade brasileira porque inexiste qualquer influência comunista, uma vez conquistas sociais são essência de toda sociedade.

É preciso combater o atraso das relações.

Por essas e outras o Nordeste cumpre papel decisivo.

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