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Brasil

10/04/2014


Brasil pode perder posto de 7ª economia do mundo para Índia

Previsão

Se as previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) se confirmarem, o Brasil poderá perder o posto de sétima maior economia do mundo para a Índia em 2018. As estimativas do FMI foram compiladas pelo economista chefe da consultoria Austin Rating, Alex Agostini. De acordo com o FMI, em quatro anos, o Produto Interno Bruto (PIB) da Índia deverá atingir US$ 2,8 trilhões, enquanto o brasileiro será de US$ 2,7 trilhões.

“Três anos atrás a expectativa era de que o PIB do Brasil ultrapassasse o da Inglaterra em breve. Mas o país está mais uma vez perdendo uma janela de oportunidade para fazer investimentos e atrair investidores internacionais com uma política econômica equivocada”, afirma o economista.

De acordo com os dados do FMI, a Índia é o país que mais deverá subir posições. O país deverá passar da décima posição em 2014 para a sétima em 2018, superando, além do Brasil, Itália e Rússia. Entre as chamadas economias desenvolvidas, a única mudança apontada é o Reino Unido superando a França em 2016 e passando a ocupar a quinta posição entre os dez maiores PIBs.

Agostini lembra que, em 2014, o Brasil só vai crescer mais do que a Argentina e a Venezuela na América do Sul, ambos países com problemas políticos.

 

Previsões

– Diante de uma inflação de 2,18% no primeiro trimestre do ano (contra 1,94% no mesmo período de 2013), a projeção para o IPCA no ano sobe de 6% para um intervalo entre 6,3% e 6,4%. Deve estourar o teto da meta (6,5%) no acumulado de 12 meses em junho ou julho. Tendências Consultoria

– Deve haver aumento de remédios, pressão de alta de vestuário, mais uma colaboração na elevação do IPCA por conta do reajuste de energia da Cemig. Inflação em abril, antes projetada para 0,74%, deve chegar aos 0,80%. No ano, alta deve ser de 6,4%, encostada no limite da meta do governo, que é de 6,5%. Banco Brasil Plural

– O Banco Central deve parar em breve a alta de juros. Ele vai observar a evolução dos dados econômicos à luz de todo o movimento que já realizou, ao elevar a taxa de 7,25% para 11% desde abril do ano passado. A recente valorização do real ante o dólar ajuda a conter a alta dos preços. Banco Bradesco

Perto do limite

6,15% é a inflação dos últimos 12 meses; o teto é 6,5% 

 

(do iG)

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