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Ceará

07/08/2015


Cesta básica em Fortaleza é a mais cara do Nordeste

A cesta básica de alimentos de Fortaleza teve a segunda maior alta entre as 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em julho. Com inflação de 2,28% em relação à junho, o conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta da capital cearense passou a custar R$ 332,82.

Isso fez com que registrasse este ano, pela segunda vez, a posição de cesta básica mais cara entre as capitais da Região Nordeste. Tomate, carne, feijão e leite exerceram a maior pressão. Em março a cesta subiu 4,22% frente a fevereiro.

Nos últimos seis meses, a variação de preços anotou aumento de 15,17%. Isto significa que a alimentação básica em julho de 2015 está mais cara do que em janeiro de 2015 (R$ 288,99).

Também supera em muito o valor de julho de 2014 (R$ 287,19). Segundo o Dieese, na série de 12 meses, dos produtos que compõem a cesta básica, os que sofreram maior elevação nos preços, foram: o feijão (41,7%), o tomate (23,7%), a carne (22,9%) e o pão (10,82%). Em igual período, as maiores reduções foram da farinha (-9,27%) e do óleo (-0,9%).

 

Comportameto

Na análise do comportamento dos preços em Fortaleza, o tomate e a carne tiveram problemas de oferta mas por motivações diferentes. Segundo o economista do Dieese no Ceará, Gilvan Farias, a menor oferta de tomate se deve às pragas e à falta de chuvas.
No caso da carne, os preços subiram por causa da oferta restrita do produto. Ele explica que também houve lentidão nos negócios com os frigoríficos devido aos altos preços e a preferência pela exportação devido o câmbio elevado.

De acordo com a pesquisa do Dieese, a carne bovina apresentou aumento em 12 cidades em julho, com taxas que oscilaram entre 0,04%, em São Paulo, 2,75% em Aracaju e 2,43% em Fortaleza. Em Brasília, o preço ficou estável.

No caso do feijão, Gilvan Farias explica que os preços estão altos por causa da entressafra e dos fretes. O produto consumido no Ceará está vindo especialmente do Paraná, Rio de Janeiro e Bahia. Ele acrescenta que a expectativa é de uma nova colheita em outubro. 


Pesquisa Cesta Básica do Dieese

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