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Ceará

27/01/2016


Chuvas não dão aporte significativo a grandes açudes do estado

As boas chuvas dos últimos dias trouxeram impacto positivo ao nível de 75% dos açudes cearenses, mas fizeram pouca diferença nos três maiores: Castanhão, Orós e Banabuiú. Mesmo com acréscimos, eles têm volumes semelhantes ou menores do que no primeiro dia do ano. Em algumas bacias também não houve melhorias. A Bacia Metropolitana está com os mesmos 21% de volume do início do ano. As informações são da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh).

O Castanhão, em Alto Santo, começou o ano com 11,5% do volume e tinha 10,5% ontem, após uma semana de boas chuvas. O que chega como recarga ainda não é suficiente para conter perdas diárias. O reservatório abastece a Região Metropolitana (RMF) e tem o espelho d’água reduzido pela evaporação nos dias de sol. Pouca diferença também foi registrada no Orós, na cidade de mesmo nome. Começou o ano com 33,1% e ontem estava com 33,5%. “Para a capacidade destes açudes, o aporte é pequeno, mas deixa mais lenta a redução causada pelo consumo e pela evaporação”, aponta Gianni Lima, assistente da presidência da Cogerh.

Antes de terminar, janeiro já registra o dobro da precipitação historicamente observada no Ceará durante o mês. A média foi de 198,6 milímetros nestes 26 dias, quando o mês tem média de 98,7 mm. Dos 153 açudes monitorados pela Cogerh, 116 tiveram aumento no volume. Nos pequenos açudes, a pré-estação alcançou maiores efeitos e três sangraram.

Nos Inhamuns, região mais afetada pela seca, dois açudes estão sangrando: o Trici, em Tauá, e o Colina, em Quiterianópolis. Outros dois reservatórios tiveram boa recuperação na última semana: o Várzea do Boi, em Tauá, passou de 0,5% para 12,6% nos últimos dois dias; e o Flor do Campo, em Novo Oriente, saiu de 0,2% para 7,2% desde a última quinta-feira, 21. Apesar de pequeno, este último acumula agora 7,2 bilhões de m³. “Uma cidade como Novo Oriente precisaria de 1,2 milhão de m³ para todo o ano. Dá uma segurança pelo menos para este ano, apesar de precisarmos planejar outros usos da água, como o da irrigação”, exemplifica Gianni.

Apesar das boas notícias, o Sertão Central ainda abriga oito cidades onde o abastecimento gera preocupação. Seja pelas poucas chuvas, pelas tentativas frustradas de socorro ou pela espera das ações emergenciais em fase de conclusão. São elas: Boa Viagem, Milhã, Mombaça, Pereiro, Salitre, São Luís do Curu, Quixeramobim e Uruoca. Conforme Gianni, Quixeramobim tem uma adutora com finalização prevista para fevereiro e Uruoca deve ter prioridade na próxima fase da montagem dos equipamentos.

 

 

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