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Brasil

09/04/2014


Conselho de Ética abre processo para investigar Vargas por elo com doleiro

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados instaurou nesta quarta-feira (9) processo por quebra de decoro contra o 1º vice-presidente da Casa, deputado André Vargas (PT-PR). O parlamentar está licenciado do mandato por 60 dias desde segunda-feira (7) após ser alvo de denúncias por ligação com o doleiro Alberto Youssef, preso em operação da Polícia Federal contra lavagem de dinheiro.

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Vargas: Alvo de denúncia, vice-presidente da Câmara pede licença de 60 dias

A representação é de autoria dos partidos de oposição: PSDB, DEM e PPS. O relator do processo, escolhido pelo presidente do Conselho, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), será o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), responsável por elaborar um relatório preliminar para avaliar a admissibilidade do caso. A escolha de Izar foi feita após sorteio de lista tríplice que tinha, além do nome de Delgado, Renzo Braz (PP-MG) e Roberto Teixeira (PP-PE).

A partir da instalação do processo contra Vargas, Delgado terá 90 dias para apresentar o relatório final. Izar pretende apressar esse prazo para evitar que a deliberação fique para depois do recesso parlamentar

Entenda o caso

Reportagem da Folha de S.Paulo publicada na semana passada, diz que Vargas usou um avião contratado por Youssef para uma viagem a João Pessoa. Segundo o jornal, o empréstimo da aeronave foi discutido entre os dois por mensagem de texto no início de janeiro. Neste fim de semana, a revista "Veja" trouxe reportagem com troca de mensagens entre os dois e há suspeitas de que atuavam juntos para fechar um contrato com o Ministério da Saúde. Ao se explicar por meio de nota, o parlamentar disse que é amigo de Youssef, mas negou envolvimento com irregularidades.

Com a licença, Vargas perde direito, pelo período em que estiver fora da Câmara, à remuneração mensal de R$ 26.723,13 e à verba de gabinete. O cargo de 1º vice-presidente da Câmara ficará vago nesse período e as tarefas do cargo podem ser designadas a qualquer membro da Mesa Diretora. Para compor o quórum da Mesa Diretora, será chamado o 1º do colegiado, deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE).

Youssef está preso desde o dia 17 pela Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal em seis Estados e no Distrito Federal. Mais de 20 pessoas foram presas suspeitas de participar do esquema de lavagem de dinheiro que, segundo o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), movimentou mais de R$ 10 bilhões. Um dos presos foi o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

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