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Brasil

14/12/2015


Coutinho garante universalizar computadores para alunos na Paraíba em fevereiro

Na Revista NORDESTE

Durante a realização do IGF, em João Pessoa, o governador Ricardo Coutinho e o secretário de Recursos Hídricos e Ciência e Tecnologia da Paraíba, João Azevedo fizeram um balanço da realização do Fórum da ONU na capital paraibana, citaram os frutos econômicos que ficaram para a cidade e a importância de políticas públicas para as áreas de tecnologia e educação.

O Caderno Especial sobre o IGF foi veiculado na edição 108 da NORDESTE. Confira as entrevistas:

NORDESTE: Qual a importância do IGF ter se instalado na Paraíba?

Coutinho: Para o estado da Paraíba, um evento como esse é fundamental por dois aspectos. Um deles é natural, estamos iniciando caminhada que eu chamo de profissionalização do turismo. O Centro de Convenções faz parte dessa caminhada, outros equipamentos e outros investimentos também. Esse evento oficialmente e profissionalmente, traz cerca de 25 milhões de investimentos diretos para o nosso estado, os indiretos e futuros são imensuráveis. O segundo aspecto é a qualidade do evento. Nós sediamos aqui em 2014 as olimpíadas mundiais de robótica, a Robocup, pela primeira vez realizada na America Latina e conseguimos captar esse evento, bastante conhecido na área da tecnologia e compatível com aquilo que o Governo do Estado já estava buscando fazer na sua própria rede de ensino. Isso abriu portas importantes. Antes já tínhamos realizados duas edições da conferencia Brasil Canadá e tecnologia de informação. Essa conferencia também construiu uma ponte bastante importante para o nosso estado na área de comercio bilateral. E agora o IGF, coloca o nosso estado em uma posição importante e que agrega valor imensurável, uma discussão que é essencial para a humanidade. Onde e como a comunidade pode avançar com a internet. Esse é um caminho que não tem mais retorno. 

NORDESTE: Em que efetivamente um evento como esse pode ajudar economicamente o estado e o Brasil?

Coutinho: Eu creio que das mais diversas formas. Eu só compreendo saídas para crise com inventividade, com ousadia. Eu acho que tem muita coisa antiga pelo mundo sendo utilizada como nova para se sair de crise. As crises são as mesmas, e as soluções que estão sendo propostas têm penalizado profundamente os setores médios e baixos em todas as sociedades. Um evento e a importância e imponência de um mecanismo como a internet, no meu entender, tem capacidade de tornar negócios mais fáceis, governança mais fácil. Você imagina o impacto da internet sendo amplamente utilizada na questão da segurança pública. O Brasil vive um desequilíbrio em segurança pública, é nacional isso. E nós não temos uma política nacional. E essa construção da política nacional passa por uma coisa chamada tecnologia. Então, o que nós temos de abertura é algo que não é mensurável no momento central da crise, porém não vejo como o mundo se movimentar hoje, até em relação aos negócios futuros, sem que a tecnologia e particularmente a internet esteja presente.


NORDESTE: Quais são as políticas públicas pensadas pelo governo para facilitar o acesso a internet através da educação, da tecnologia e da internet?

Coutinho: Eu não poderia deixar de iniciar essa resposta expressando claro uma opinião de um leigo, eu acho que o conhecimento deve buscar ocupar um espaço maior, que não seja somente o conhecimento produzido pelo órgão público, mas o conhecimento produzido pela sociedade. Tem muita coisa inútil na internet. Isso você não regula pelos governos. O que eu estou dizendo, é que os produtores de conhecimento dos variados níveis possíveis deveriam ocupar mais espaços para buscar atrair mais mentes. No caso especifico da participação do governo do estado, que nessa área é muito recente, eu falo de 4 anos para cá. Há cinco anos a nossa rede de ensino não tinha uma computador pessoal distribuído. Agora em fevereiro os últimos que faltam estão sendo universalizados, todos do ensino médio público estão recebendo um computador. Mesmo em regiões cujo acesso à internet é ainda complicado, mas os aplicativos educacionais que existem favorecem a um aumento no conhecimento. Das 325 escolas do ensino médio, já temos mais de 250 com ensino de robótica. Próximo ano todas as escolas do ensino médio terão equipamentos de robótica a disposição. Qual é o grande desafio? É pegar o recursos humano que nós temos para fazer com que se incorpore com essa nova metodologia, isso leva um tempo. Agora todas as ações que visam recuperar estrutura física e colocar tecnologia nas escolas, nós estamos desempenhando num ritmo mais rápido. 

 

NORDESTE: Qual a importância do IGF ter escolhido a Paraíba para sua realização?

Azevedo: Eu acho que o fato de estar acontecendo aqui é fruto do trabalho feito anteriormente. Ou seja, o estado foi dotado de uma infraestrutura, como o caso específico do Centro de Convenções, que é um ambiente propício para realizar e sediar eventos do porte do IGF e do porte da Robocup, eventos internacionais que atraem muita gente para cá. Então foi preciso que o estado fizesse o seu dever de casa em termos de infraestrutura para que isso se tornasse possível. Essa é a primeira questão: a importância de ter um equipamento como o Centro de Convenções hoje para receber e sediar esses eventos. O segundo fato é a questão do evento em si. Esse evento é de uma importância fundamental para a vida das pessoas, não só da nossa região, do Brasil, mas do mundo inteiro, porque está se tratando de uma ferramenta utilizada em todo o mundo. Estamos tratando de um assunto que interessa ao mundo. Daqui será gerado um documento extremamente importante, que vai servir de subsídio para que as Nações Unidas tome posição, decida nos seus conselhos, como será o procedimento para governança da internet no mundo todo. É um evento mundial e estamos muito felizes por ter dando tudo certo e dentro do que era previsto.


NORDESTE:  Há novos eventos sendo planejados?

Azevedo: A captação de eventos como esse é um trabalho que vem sendo realizado. Já estamos trabalhando em outros eventos, que assim que confirmados irão ser divulgados. 


NORDESTE: O que foi preciso para montar esse evento?

Azevedo:  A montagem desse evento ultrapassa R$ 15 milhões (para o Governo do Estado). Aqui tem a participação do Governo do Estado, da CGI e a participação da própria ONU. É um evento grandioso, você pode ver pelos equipamentos, estrutura de segurança, tudo o que nós temos aqui dentro desse evento, que além de deixar recursos na Paraíba, está de uma maneira muito peculiar dotando o estado e as empresas locais de uma infraestrutura para se prepararem para novos eventos que virão.


NORDESTE: E o impacto causado pelos estrangeiros na cidade?

Azevedo: É muito importante ver cada palestrante que no começo da sua fala trazem sempre a mensagem do encantamento pela região, das belezas que nós temos e que isso é fundamental para o turismo, porque são milhões de pessoas pelo mundo assistindo a essas declarações. O efeito disso no segmento do turismo nós vamos sentir daqui a algum tempo, mas com certeza virá. A Paraíba tem muito a mostrar e quando se tem a oportunidade de mostrar isso para o mundo é extraordinário e esse evento está permitindo isso. 

 

Confira matérias especiais públicadas sobre o IGF 2015:


Por uma web democrática: Entenda queda de braço do Facebook, Google e governos

Com mega estrutura montada, João Pessoa realizou "melhor IGF de todos" 

"A intenção do CGI foi alavancar a região NE", diz Hartmut Glaiser sobre IGF

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