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Brasil

18/12/2013


Cresce demanda por arquitetos e engenheiros no Nordeste

NESTA EDIÇÃO

Uma verdadeira alavancada. É como se pode perceber o mercado da construção civil no Nordeste.

O número de empresas de arquitetura e engenharia cresceu muito nos últimos cinco anos no Nordeste. O levantamento mais recente feito pelo Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) contabilizou, em 2011, 4.542 empresas em funcionamento. Em 2007, eram 3.335. Consequentemente, houve aumento da demanda de profissionais. No ano de 2008, a região tinha 23.082 engenheiros e arquitetos, passando para 38.666, em 2011.

Os dados referentes a 2012 ainda estão em fase de conclusão, mas segundo a presidente da regional Nordeste, Michelle Pessoa, o número de profissionais atualmente já passou dos 40 mil. “Tanto empresas de outros países, como Portugal, Itália e Estados Unidos, quanto das regiões Sul e Sudeste estão se instalando por aqui. Estamos chamando a atenção”, comenta.
 

As empresas do setor, há algum tempo, ampliaram o número de vagas para pedreiros, encanadores e marceneiros. Na maioria dos casos, os canteiros de obras se tornaram escolas, já que muitos não tinham experiência. Mas, ao mesmo tempo, as empresas precisam de profissionais com boa formação para atuar nos cargos de liderança. É aí que entram as figuras dos engenheiros e arquitetos, que estão em alta no mercado

“Para o andamento de obras como as refinarias de Pernambuco, Ceará, Maranhão e Rio Grande do Norte, a integração do São Francisco e a ferrovia Transnordestina, a figura do engenheiro civil e do arquiteto são fundamentais”, explica Paulo Lago, diretor regional da SH Formas, empresa especializada em equipamentos para a construção civil, com unidades em 13 cidades nordestinas.

Ele afirma que a demanda crescente está acelerando obras, que antes estavam paradas. “Até 2010, nós estávamos parados, a demanda de empreendimentos imobiliários ainda estava nos primeiros passos. Obras públicas mais antigas tinham problemas com consórcios dissolvidos, mudança de empresas contratadas, e às vezes tinha que começar tudo do zero. Mas recentemente, a coisa começou a fluir. Hoje, a Copa do Mundo, as Olimpíadas e até mesmo o ano pré-eleitoral estão fazendo com que muitos projetos andem, principalmente os que se referem à mobilidade urbana”, ressalta Lago.

 

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