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Brasil

03/04/2015


Crise com PMDB faz Lula entrar em ação para conter rebeldia

Eternamente insatisfeito, o PMDB ganha apoio de peso na sua busca por mais poder no governo. O ex-presidente Lula entrou em campo e seu grupo mais fechado no PT defende que a presidente Dilma Rousseff reformule seu ministério e entregue a articulação política do Planalto a um peemedebista para envolver o partido no comando das negociações do ajuste fiscal.
 
Os dois candidatos ao posto, hoje nas mãos do ministro Pepe Vargas (Relações Institucionais), seriam, de acordo com publicação do jornal Folha de São Paulo, o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e o ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil), do PMDB do Rio Grande do Sul.
 
Em encontro com seu núcleo duro no início da semana, Lula avaliou que Dilma precisa compreender que a crise atual é mais política do que econômica, e que a solução passa por uma rápida composição com o PMDB.O ex-presidente acredita que a crise econômica começará a ser equacionada com a aprovação do ajuste fiscal assim que o governo acertar os ponteiros com o partido do vice-presidente da República, Michel Temer.Os petistas avaliam que Dilma errou ao nomear Henrique Eduardo Alves para o Ministério do Turismo sem definir a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fiador do atual titular da pasta, o alagoano Vinicius Lages.Um interlocutor de Lula classificou como 'ingenuidade' do Planalto, segundo a Folha, a orientação de que cabia ao PMDB se acertar internamente para ela nomear Alves para o Turismo.
 
Lula e seu grupo defendem uma solução rápida para a crise com o PMDB porque, na próxima semana, serão discutidos no Congresso temas com impacto direto nas contas da União.O governo quer que o Senado confirme o adiamento da discussão da renegociação das dívidas dos Estados e municípios com a União.
 
Há ainda a ameaça de Renan de avançar com proposta que dá autonomia ao Banco Central, além de projeto com mudanças no ICMS, principal imposto cobrado pelos estados.Já a Câmara pode decidir elevar de R$ 380 milhões para R$ 2 bilhões os gastos previstos com funcionalismo.

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