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Brasil

19/09/2014


Daniel faz críticas e cobra providências para a educação do Estado

Pernambuco

Tema recorrente e extremamente cobrado pelo deputado Daniel Coelho ao longo de seu mandato, a educação em Pernambuco voltou a pautar o parlamentar em seu discurso realizado na sessão desta quarta-feira, na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Daniel lembrou de sua avaliação feita no final do ano passado sobre o assunto, reiterou que não é porque se aproxima do período eleitoral que vai mudar sua opinião e parabenizou o governador João Lyra por ter reconhecido que existem problemas em relação a essa questão no Estado.

“Fizemos uma avaliação no final do ano passado ainda quando ocupava a liderança da bancada da oposição e há muito tempo temos demonstrado preocupação quanto a educação no Estado de Pernambuco. Mesmo com ações importantes como o programa Ganhe o Mundo e as escolas de referência, os índices de do Ideb em Pernambuco são sofríveis, muito ruins”, afirmou Daniel Coelho.

Segundo dados oficiais do Ministério da Educação, de acordo com o Ideb, Pernambuco ocupa o 18º lugar no Brasil nas escolas até o 5º ano, 22º no ensino fundamental e 16º no ensino médio.

O parlamentar saudou a ação do governador atual, divulgada pela imprensa, em que ele reconhece que há problemas, em contraposição à gestão anterior, que fazia parecer que a educação no Estado era uma maravilha.

“Hoje tive a grata surpresa em perceber que as declarações do governador João Lyra demonstram o mais importante avanço para dar solução a um problema, que é reconhecer que ele existe”, frisou o deputado, que continuou: “Enquanto o governo anterior tratava o assunto com ufanismo, como se Pernambuco fosse um exemplo para o Brasil, o reconhecimento hoje dado pelo governador de que temos um problema na educação, de que é preciso entender porque o Ideb não avançou em algumas regiões do Estado, é uma mudança de postura importante”.

Por fim, Daniel lembrou que “em Pernambuco, o que temos hoje, é uma desigualdade muito grande dentro da própria rede, com algumas escolas de ensino integral de boa qualidade e outras completamente abandonadas, sem professor, sem estrutura física”.

“Enquanto 2.500 alunos tiveram uma louvável oportunidade de ir ao exterior, financiados pelo Estado, mais de 600 mil alunos na rede, boa parte deles nesse pedaço esquecido pelo sistema educacional no Estado. Não é justo uma desigualdade tão grande entre alunos que fazem parte da mesma rede”, finalizou.

(Ascom)

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