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Pernambuco

04/10/2016


“De esquerda”, PSB recebe apoio de PSDB e DEM no Recife

O PSDB e o DEM, que integram a bancada de oposição no Recife e fizeram campanha contra o atual prefeito e candidato à reeleição, Geraldo Julio (PSB), anunciaram que irão apoiar institucionalmente o socialista em detrimento do candidato do PT, o ex-prefeito João Paulo. Em uma espécie de decisão salomônica, as duas legendas não irão subir no palanque socialista e liberaram seus eleitores para votarem conforme acharem melhor. Os candidatos Daniel Coelho (PSDB) e Priscila Krasuse (DEM) tiveram 18,6% e 5,4% dos votos válidos respectivamente.

"O apoio dos partidos ao PSB é no sentido de que não tem como dar suporte a uma candidatura do PT", disse, Daniel em entrevista o jornal Valor Econômico. Na prática, o partido segue a aliança tácita que a legenda mantém com o PSB em nível nacional ao dar suporte ao governo Michel Temer. O PT fez muito mal ao país e que o PSB não consegue se desvincular das práticas políticas das quais discordo e enxergo dentro do próprio PT", disse o tucano ao justificar o fato de não apoiar a reeleição de Geraldo Julio integralmente.

Em uma reunião na casa do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE),que disputa com Daniel o protagonismo do partido em Pernambuco, ficou acertado que PSL, PSDB e DEM manterão uma postura de independência em relação a gestão do PSB. Não vamos aceitar cargos", disse Daniel. Apear disso, uma tucana, Aline Mariano, ganhou uma secretaria municipal há poucos meses da eleição.

O posicionamento torna a situação de João Paulo, que teve 23,76% dos votos válidos e é o único petista que conseguiu ir ao segundo turno nas capitais, delicada. "É uma situação complicada. Não que os votos do PSDB e do DEM fossem migrar de forma estrondosa para o candidato do PT, porque quem votou no DEM e no PSDB não necessário vota no PT. Mas isso dificulta o leque de alianças. Este contrassenso levará o PT a tentar reforçar suas alianças com partidos menores ligados a esquerda, mas que possuem pouca expressão política no Recife", diz o cientista político da Universidade Federal de Pernambuco UFPE), Michel Zaidan.

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