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Alagoas

01/08/2016


Déficit da previdência inviabiliza aumentos salariais, diz Renan

A dívida orçamentária da Previdência do Estado de Alagoas em 2016 ultrapassará R$ 1 bilhão, anunciou o governador Renan Filho. No orçamento da Receita Corrente Líquida deste ano, o saldo devedor aumentou em comparação ao ano de 2015. Gastos com a previdência estadual é um dos impedimentos para cessão de aumentos salarias dos servidores.

Renan Filho defende, neste sentido, uma reforma previdenciária urgente. Para conter a queda de arrecadação e não permitir que o Estado afunde na crise econômica, o governador alagoano está trabalhando em uma iniciativa que não venha afetar o povo alagoano.

"Se não fizermos uma reforma da Previdência iremos perder tempo, vamos continuar enxugando gelo. Precisamos regularizar o pagamento dos servidores, ativos e inativos, sem aperto de algum dos lados. Não podemos desta forma ceder um aumento salarial, por exemplo. Cedendo, o Estado entra em crise. Farei o possível de modo que, não sacrifique o povo de Alagoas", assegurou o gestor.

O déficit do ano de 2016 irá superar R$ 1 bilhão numa Receita Corrente Líquida de pouco mais de R$ 7 bilhões, sendo destes, R$1 bilhão para quitar as dívidas relativas à Previdência. No ano de 2015, obteve-se o número de R$ 800 milhões e este ano a constatação foi de um crescimento de quase R$ 200 milhões de custos com inativos. É como se criasse, segundo Renan Filho, "quase a criação de 70% de um novo Tribunal de Justiça" de um ano para o outro.

Sergipe, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Sul e outros sete Estados da Federação estão atrasando o salário de seus respectivos funcionalismos. O esforço e preocupação do governador Renan Filho é que Alagoas não entre nesta lista indesejável. Em Alagoas, categorias ensaiam paralisações e manifestação por questões salariais, o Governo do Estado prega paciência e canal de conversação sempre aberto.

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