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Brasil

20/02/2017


Delator diz que Eike pagou propina a Cunha

Em delação premiada, o empresário Alexandre Margotto confirmou que o ex-bilionário Eike Batista pagou propina ao corretor Lúcio Funaro e ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para que o fundo de investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) investisse R$ 750 milhões na empresa LLX Açú Operações Portuárias S.A., em 2012.

A empresa foi criada em março de 2007 e fez parte do grupo EBX. Atualmente, é controlada pelo Grupo EIG, que adquiriu 53% do capital social da LLX Logística S.A. e mudou o nome para Prumo Logística S.A.

Em depoimento gravado em vídeo, Margotto afirmou que Funaro não mantinha relações com Eike e dizia que o empresário não conseguiria "1 real" na Caixa sem sua ajuda.

Funaro teria dito ao ex-vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa Fabio Cleto, indicado por Cunha, que tinha poder de veto no comitê que decide os aportes do FI-FGTS, "para não fazer nada, não assinar nada" com as empresas de Eike Batista. "Se ele acha que tem a turma do PT, ele vai ver a dificuldade que terá para pegar esse empréstimo", teria dito Funaro ao delator.

De acordo com o delator, a situação teria mudado após um jantar entre Funaro e Eike, em Nova York (EUA). Margotto disse que, após Funaro lhe contar sobre o encontro, Fabio Cleto teria dito que Eduardo Cunha deu ordens para continuar o aporte do FGTS na empresa de Eike.

Cleto não disse quanto o peemedebista recebeu, mas afirmou que o corretor (o próprio Funaro) recebeu pelo menos R$ 1,5 milhão.

O ex-vice-presidente da Caixa foi o primeiro a falar sobre os pagamentos indevidos da empresa de Eike para Cunha e Funaro. Em delação, Cleto confessou ter recebido ao menos R$ 240 mil e apontou Funaro como operador de Cunha no caso.

Segundo ele, um grupo político do PMDB da Câmara, liderado por Cunha e Geddel Vieira Lima, atuava na liberação de valores para empresas junto a órgãos públicos, principalmente a Caixa.

Agência Brasil

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