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Brasil

21/12/2015


Dilma dá posse a ministros e defende “metas realistas e factíveis”

A presidente Dilma Rousseff defendeu, para a economia brasileira, "metas realistas e factíveis para reconstruir credibilidade". O discurso foi feito durante a posse dos ministros Nelson Barbosa, que foi para a Fazenda no lugar de Joaquim Levy, e Valdir Simão, para o Planejamento.

A fala fez parte da apresentação, pela presidente Dilma, de três objetivos de imediato para os novos ministros da área econômica: "trabalhar com metas realistas e factíveis, para construir credibilidade"; "atuar para estabilizar e reduzir a dívida pública"; "fazer o que for possível para retomar o crescimento, sem guinadas ou mudanças bruscas".

Segundo ela, a tarefa de imediato dos dois novos ministros é contagiar o mercado. "Experiência e competência são atributos que ambos têm", afirmou a presidente, durante a solenidade no Planalto.

Leia reportagem da Agência Brasil sobre a crise:

Dilma dá posse a Nelson Barbosa na Fazenda

Ana Cristina Campos – A presidenta Dilma Rousseff acaba de dar posse aos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Valdir Simão, em solenidade no Palácio do Planalto. Na sexta-feira (18), Dilma fez a substituição de Joaquim Levy por Barbosa no comando do Ministério da Fazenda. Barbosa era ministro do Planejamento. Para o lugar de Barbosa, a presidenta nomeou o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão.

Barbosa disse hoje a investidores estrangeiros que o governo continua comprometido com o ajuste fiscal e que fará o que for necessário para cumprir a meta de superávit primário de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em 2016. O superávit primário é a poupança que o governo faz para o pagamento dos juros da dívida. O objetivo é tranquilizar o mercado financeiro e mostrar o empenho do governo nos ajustes da economia.

Na sexta-feira, Valdir Simão disse que vai continuar o trabalho de melhoria da gestão e excelência no uso dos recursos da União, mas que a busca na qualidade dos gastos públicos não será suficiente para o alcance do reequilíbrio fiscal. Segundo ele, a reforma fiscal é necessária para que os resultados buscados pelo governo possam ser alcançados.

A troca no comando da equipe econômica ocorreu após uma semana conturbada no Congresso Nacional. Na quinta-feira (17), o Congresso Nacional aprovou a LDO e trouxe como novidade, em relação ao texto aprovado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) em novembro, a redução da meta do superávit primário do governo federal de 0,7% para 0,5% do PIB, sem deduções (R$ 24 bilhões).

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