menu

Brasil

26/05/2015


Dilma no México: Acordo de investimentos vai impulsionar relação com Brasil

O fortalecimento dos investimentos bilaterais será o principal tema da primeira visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, nos dias 26 e 27 de maio, afirmou o embaixador do Brasil no México, Marcos Leal Raposo Lopes, em entrevista ao Blog do Planalto. Entre os atos que serão negociados no encontro, o destaque é a assinatura de um Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) entre Dilma e o presidente do México, Peña Nieto. Em abril, os dois países iniciaram tratativas visando a negociação do acordo, que será assinado durante a visita.

O México já investiu mais de U$$ 20 bilhões na economia brasileira. Para o embaixador, o acordo vai impulsionar os investimentos de ambas as partes e vai marcar um novo momento entre a relação Brasil-México, principalmente com o aumento do investimento brasileiro. “Haverá uma facilitação de investimentos entre os dois países. O México tem um estoque de investimentos no Brasil. São investimentos nas áreas industrial, de diversão, cinemas, restaurantes, bebidas. São inúmeros investimentos mexicanos no Brasil. Mas, por outro lado, também os investimentos brasileiros no México estão crescendo cada vez mais”, afirmou.

Segundo Raposo, o maior investimento privado, hoje, em andamento no México é brasileiro. Ele está falando do polo petroquímico da brasileira Braskem com a mexicana Idesa. Trata-se do projeto Etileno 21, que envolve cerca de US$ 5 bilhões, no estado mexicano de Vera Cruz. Outro investimento brasileiro relevante é um complexo siderúrgico da Gerdau, no estado de Idalgo, no valor de US$ 600 milhões.

“A grande história de sucesso no momento entre os dois países são os investimentos e vamos dar mais um impulso com o acordo que vai ser assinado na presença da presidenta Dilma e do presidente Peña Nieto”, afirmou o embaixador.

Raposo acredita que não há cenário no mundo que seja favorável para o Brasil e desfavorável para o México, e que os dois países precisam caminhas juntos. “Brasil e México juntos são mais da metade da produção, da população e do território da América Latina. Nós temos que estar juntos pois a América Latina depende disso”, concluiu.

Acordos
Além do ACFI, estão previstas assinaturas de acordos comerciais, de serviços aéreos, meio ambiente, pesca e aquicultura, agricultura tropical e turismo. Desses, o embaixador destacou também a cooperação turística. Atualmente, o México absorve em torno de 15% do turismo internacional. Cerca de 300 mil turistas brasileiros viajam para o país por ano. “O México está entre os dez maiores receptores do turismo internacional e nós temos muito a colaborar na questão do turismo. Para o México, [o turismo] é a terceira maior fonte de divisas e nós certamente teremos muito o que aprender com as boas práticas deles”, comenta o embaixador Raposo.

Durante sua visita ao México, a presidenta Dilma também participará do encerramento do Seminário Empresarial Brasil-México, no qual estão previstas assinaturas de acordos comerciais entre empresas brasileiras e mexicanas.

Balança Comercial
O comércio entre Brasil e México passou de US$ 5,7 bilhões, em 2006, para US$ 9 bilhões, em 2014, sendo que 94% das exportações brasileiras ao México são produtos industrializados. Apesar de substancial, Raposo acredita que a balança comercial entre os dois países tem um potencial de crescimento enorme. “É um bom comércio, mas é pouco para o tamanho das economias. É pouco para o que poderia ser. Essa visita vai nos levar a derrubar barreiras, a incentivar e a facilitar o comércio entre os dois países”, afirma.

Blog do Planalto

Notícias relacionadas