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Brasil

30/07/2015


Dilma reage para tentar melhorar clima político

Em busca de um melhor relacionamento com a base no Congresso Nacional neste início de segundo semestre legislativo, a presidente Dilma Rousseff reage e coloca em prática uma estratégia que não pode ser definida de outra forma senão fazer política.

Dilma autorizou a liberação de cerca de R$ 1 bilhão referente a restos a pagar de emendas parlamentares de 2014 e anos anteriores. "Não tem nenhum milagre. O que tem, pura e simplesmente, é que o governo está cumprindo a Lei Orçamentária. A nossa esperança é que a base do governo se solidifique mais", disse o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, do Uol.

Apesar da pasta, Padilha despacha diariamente no gabinete da Secretaria de Relações Institucionais do Planalto, ajudando o vice-presidente da República, Michel Temer, no trabalho da articulação política do governo federal.

A presidente também decidiu concluir a distribuição de 200 cargos nos Estados nas próximas duas semanas. Está com Padilha a missão de sistematizar o formato de redistribuição das vagas do terceiro escalão, que precisam ser preenchidos em oito unidades federativas. No segundo escalão, segundo ele, há menos de dez cargos a serem preenchidos.

"Quem está no governo e vota [no Congresso], quer sentir-se no governo lá no seu Estado – tendo cargo de influência", explica o ministro.

O Planalto agendou ainda, para a próxima segunda-feira 3, um megajantar para líderes governistas e partidos aliados no Palácio da Alvorada. Dilma espera para as 20h um número de convidados que pode chegar a 80. A intenção é mostrar disposição para ouvir. Nesse sentido, Dilma fez um discurso nessa semana, durante o lançamento do programa Dialoga Brasil.

De acordo com os cálculos de Padilha, hoje, apenas 160 dos 513 deputados votam com uma taxa de 70% de fidelidade ao Palácio do Planalto. A ideia, conforme disse na entrevista, é aumentar esse número para algo próximo de 257 – a metade mais um dos votos na Câmara.

Brasil 247

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