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Brasil

12/05/2016


Dilma se manifesta no Facebook: “É golpe”

“Quanto mais uma palavra se aproxima da realidade que se quer esconder, maior o incomodo que seu uso traz”. Com esta frase, presidente Dilma Rousseff se manifestou pelo Facebook contra o golpe votado pela Senado na manhã desta quinta-feira.

“O ministro José Eduardo Cardozo, da AGU Advocacia-Geral da União, lembrou que se está usando pretextos jurídicos para tirar do poder uma presidente legitimamente eleita do poder em uma injustiça histórica”, acrescentou ela.

"Sem conseguir apontar o crime cometido, o Senado Federal decidiu afastar a presidenta Dilma e prosseguir com o impeachment. O ministro José Eduardo Cardozo, da AGU Advocacia-Geral da União, destacou que se está cometendo uma injustiça histórica, em que procedimentos, como o direito de defesa, são usados para oferecer legitimidade a um processo que rasga a Constituição", apontou mais uma publicação da pagina da presidente na rede social (leia aqui).

Por 55 votos a 22, Dilma foi afastada por 180 dias e o vice Michel Temer ocupou a presidência.

Leia mais na reportagem da Agência Brasil:

]Em seu perfil no Facebook, Dilma diz que decisão do afastamento "é golpe"

A presidenta Dilma Rousseff publicou em seu perfil no Facebook, às 8h30, que a decisão do Senado de abrir processo de julgamento contra ela "é golpe". Dilma, que acompanhou toda a votação da admissibilidade do processo de impeachment no Palácio da Alvorada disse que "quanto mais uma palavra se aproxima da realidade que se quer esconder, maior o incômodo que seu uso traz."

No post, que traz o vídeo do advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, em seu discurso de defesa da presidenta na sessão do Senado, Dilma destacou o trecho em que Cardozo alegou que "se está usando pretextos jurídicos para tirar do poder uma presidente legitimamente eleita do poder em uma injustiça histórica."

O Senado aprovou a admissibilidade do impeachment na manhã de hoje (12) por 55 votos favoráveis e 22 contrários. Estavam presentes no plenário 78 senadores. O presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), optou por não votar.

Brasil 247 com Agência Brasil

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