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Brasil

07/10/2014


Discursos no 2º turno promete agressividade e embate ético

Ceará

Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) partem para uma  das mais complicada disputas pelo Governo do Estado do Ceará. A campanha entra em nova fase, e a perspectiva é de radicalização nos dois lados. Além da concorrência direta por votos, os principais candidatos cearenses também travam disputas judiciais. Já são 221 representações movidas pelas duas principais coligações uma contra a outra. Resultante de uma delas, Camilo Santana (PT), apoiado pelo governador Cid Gomes, perdeu 15 segundos no horário eleitoral. Camilo está atrás de Eunício Oliveira (PMDB), que tem 41% das intenções de voto, enquanto o petista acumula 34%, de acordo com a pesquisa Ibope. Para o governador eleito, além das disputas judiciais, uma das áreas que mais traz preocupação é da segurança pública, já que o estado tem taxa de homicídios mais alta que a do Nordeste e a do Brasil.

A previsão é para os discurssos dos candidatos nessa rodada final é agressividade e em trocas de farpas no que diz respeito ao campo ético e pessoal. Os discursos que se seguiram à divulgação do resultado, no domingo, parecem confirmar a hipótese.

“Nosso desafio vai ser mostrar a Fortaleza quem é esse senhor chamado Eunício Oliveira. (…) Fortaleza está iludida por um discurso demagógico. Vamos mostrar às pessoas quem é o Eunício, porque ele é um aproveitador pessoal, é um oportunista, é ambicioso, é um mentiroso”, atacou o governador Cid Gomes (Pros) durante entrevista publicada no jornal O Povo, sinalizando também que a Capital – maior colégio eleitoral do Estado – entrará com força nesta fase da campanha. Em Fortaleza, Eunício teve votação expressiva: 47,7% dos votos, contra 38% de Camilo.

Em entrevista ao Jornal O Povo, o cientista político Josênio Parente afirmou que as características da disputa no Ceará – a terceira mais apertada do Brasil – criaram o ambiente para a exasperação da campanha. “A estrutura dos dois candidatos é muito competitiva, e boa parte dos eleitores já está ‘amarrada’ em grupos estruturados. Aqueles que ainda podem ser convencidos de algo são poucos. E como o eleitor já pôde conhecer algumas propostas e perfis no primeiro turno, a tendência agora é de radicalizar. Questões pessoais vão surgir”, afirmou Parente, que é professor das universidades Estadual e Federal do Ceará.

 

 

(Com informações do O Povo Online) 

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